HC 1062973 - DECISAO
A ordem foi concedida porque a pronúncia do recorrente apoiou-se predominantemente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial (depoimentos não confirmados em juízo, confissão extrajudicial de corréu e registros de ligações) e em fundamentação que invocou o in dubio pro societate; tal conjunto probatório é insuficiente para o standard exigido à pronúncia, sendo incompatível submeter alguém ao Tribunal do Júri sem lastro probatório produzido em juízo, impondo-se assim a despronúncia do paciente Guilherme Marques.
- Parties
- Paciente: Guilherme Marques; Órgão Prolator Do Acórdão / Autoridade Apontada Como Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal; Corréu: Saulo Saul da Silva Júnior; Corréu: Michel Gyan Meimberg; Corréu: Nathaly Trindade Acosta
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Concessão Da Ordem Para Despronúncia Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Ordem concedida: despronúncia do paciente Guilherme Marques.
- Legal Topics
- Pronúncia, Despronúncia, Prova Inquisitorial Versus Prova Judicial, In Dubio Pro Societate, In Dubio Pro Reo, Qualificadoras (motivo Torpe, Meio Cruel, Recurso Que Dificultou a Defesa)
Case Brief
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Parties
Guilherme Marques
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Órgão Prolator Do Acórdão / Autoridade Apontada Como Coatora
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Saulo Saul da Silva Júnior
Corréu
Michel Gyan Meimberg
Corréu
Nathaly Trindade Acosta
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Concessão Da Ordem Para Despronúncia Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 compatibilidade do princípio in dubio pro societate com o ordenamento jurídico e com a presunção de inocência
- 2 se a pronúncia pode apoiar-se exclusivamente em elementos informativos do inquérito policial
- 3 se havia indícios suficientes produzidos em juízo para autorizar a pronúncia
Ratio Decidendi
A ordem foi concedida porque a pronúncia do recorrente apoiou-se predominantemente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial (depoimentos não confirmados em juízo, confissão extrajudicial de corréu e registros de ligações) e em fundamentação que invocou o in dubio pro societate; tal conjunto probatório é insuficiente para o standard exigido à pronúncia, sendo incompatível submeter alguém ao Tribunal do Júri sem lastro probatório produzido em juízo, impondo-se assim a despronúncia do paciente Guilherme Marques.
Court Disposition
Ordem concedida: despronúncia do paciente Guilherme Marques.
Orders
- Despronunciar o paciente Guilherme Marques.
- Comunique-se, com urgência, o inteiro teor desta decisão à autoridade apontada como coatora e ao Juízo de primeiro grau, para adoção das providências cabíveis.
Full Case Text
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