HC 725727 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e denegou-se a ordem porque: (i) a alegação de ilicitude da prova emprestada não foi suscitada em apelação, gerando supressão de instância; (ii) a materialidade do tráfico foi comprovada por interceptações telefônicas, prova testemunhal, postagens em redes sociais e apreensões realizadas com outros corréus, demonstrando vínculo subjetivo; (iii) a associação para o tráfico foi comprovada com elementos que evidenciam estabilidade e permanência; e (iv) a exasperação da pena-base está fundamentada em elementos concretos e no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, de modo que não há ilegalidade a ser reparada no habeas corpus.
- Parties
- Paciente: ROSÂNGELA MARINHO VIEIRA; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- Conheço em parte do habeas corpus e, nesta extensão, denego a ordem.
- Legal Topics
- Prova Emprestada, Supressão De Instância, Materialidade Do Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Fixação Da Pena Base, Interceptação Telefônica, Reexame De Provas
Case Brief
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Parties
ROSÂNGELA MARINHO VIEIRA
Paciente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 Ilicitude da prova emprestada e supressão de instância
- 2 Materialidade do crime de tráfico de drogas sem apreensão em poder da paciente
- 3 Caracterização do crime de associação para o tráfico (estabilidade e permanência)
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e denegou-se a ordem porque: (i) a alegação de ilicitude da prova emprestada não foi suscitada em apelação, gerando supressão de instância; (ii) a materialidade do tráfico foi comprovada por interceptações telefônicas, prova testemunhal, postagens em redes sociais e apreensões realizadas com outros corréus, demonstrando vínculo subjetivo; (iii) a associação para o tráfico foi comprovada com elementos que evidenciam estabilidade e permanência; e (iv) a exasperação da pena-base está fundamentada em elementos concretos e no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, de modo que não há ilegalidade a ser reparada no habeas corpus.
Court Disposition
Conheço em parte do habeas corpus e, nesta extensão, denego a ordem.
Orders
- Não conheço da impetração quanto à ilicitude da prova emprestada por supressão de instância.
- Denego a ordem na parte conhecida.
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