Rcl 44371 - ACORDAO
A decisão fundamenta-se na compreensão de que a declaração de ilicitude de elementos de informação pelo Superior Tribunal de Justiça (no Habeas Corpus n. 497.699/MG) impõe o desentranhamento desses elementos de quaisquer autos em que constem, inclusive na esfera cível (Ação Civil de Improbidade Administrativa n. 5012158-03.2017.8.13.0702), sendo insuficiente a mera afirmação do magistrado de que não considerará a prova na sentença; trata-se de mandamento constitucional (art. 5º, LVI) que visa preservar o devido processo legal e evitar contaminação por provas ilícitas, razão pela qual a reclamação foi julgada procedente e determinado o imediato desentranhamento.
- Parties
- Reclamante: Fábio Guedes de Paula Machado; Reclamado: Juízo de Direito da 1ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Uberlândia/MG; Manifestante: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Manifestante: Ministério Público Federal; Ré (na Ação Civil De Improbidade Administrativa N. 5012158 03.2017.8.13.0702): Vera Lúcia Serralha Mendes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 June 2025
- Procedural Posture
- Reclamação / Julgamento (acórdão)
- Outcome
- Reclamação julgada procedente
- Legal Topics
- Prova Ilícita, Desentranhamento De Provas, Devido Processo Legal, Independência Das Esferas, Improbidade Administrativa, Contaminação De Provas
Case Brief
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Parties
Fábio Guedes de Paula Machado
Reclamante
Juízo de Direito da 1ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Uberlândia/MG
Reclamado
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Manifestante
Ministério Público Federal
Manifestante
Vera Lúcia Serralha Mendes
Ré (na Ação Civil De Improbidade Administrativa N. 5012158 03.2017.8.13.0702)
Procedural Posture
Reclamação / Julgamento (acórdão)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da decisão que declarou ilícitas provas em Habeas Corpus n. 497.699/MG à ação civil de improbidade administrativa
- 2 Obrigatoriedade do desentranhamento de elementos de informação declarados ilícitos
- 3 Se a mera afirmação do magistrado de que não considerará prova ilícita na sentença é suficiente para preservar o devido processo legal
Ratio Decidendi
A decisão fundamenta-se na compreensão de que a declaração de ilicitude de elementos de informação pelo Superior Tribunal de Justiça (no Habeas Corpus n. 497.699/MG) impõe o desentranhamento desses elementos de quaisquer autos em que constem, inclusive na esfera cível (Ação Civil de Improbidade Administrativa n. 5012158-03.2017.8.13.0702), sendo insuficiente a mera afirmação do magistrado de que não considerará a prova na sentença; trata-se de mandamento constitucional (art. 5º, LVI) que visa preservar o devido processo legal e evitar contaminação por provas ilícitas, razão pela qual a reclamação foi julgada procedente e determinado o imediato desentranhamento.
Court Disposition
Reclamação julgada procedente
Orders
- Determinar que o Juízo de Direito da 1ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Uberlândia/MG (Ação Civil de Improbidade Administrativa n. 5012158-03.2017.8.13.0702) providencie o imediato desentranhamento dos autos dos elementos de informação considerados nulos pelo Superior Tribunal de Justiça no...
- Determinar o desentranhamento também dos elementos contaminados pela ilicitude
Full Case Text
Judgment text and source record
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