AREsp 1806560 - DECISAO
Reconheceu-se a nulidade processual pela realização do interrogatório antes da oitiva das testemunhas por carta precatória (inversão da ordem do art. 400 do CPP), o que macula a instrução; assim, anulou-se o feito desde a decisão que encerrou a instrução e determinou-se que o interrogatório do acusado seja realizado como o último ato da instrução. A questão relativa à ilicitude da prova obtida do celular foi considerada, mas, no caso, ainda que ilícita, tal prova não afastaria necessariamente a condenação por existir prova independente; contudo, a nulidade relativa ao interrogatório prejudica a análise da dosimetria, justificando a anulação parcial.
- Parties
- Agravante: agravante; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal; Vítima (óbito): Aline; Vítima: Sinésio; Testemunha: Valdir
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Parcial provimento do recurso especial para anular o feito desde a decisão que encerrou a instrução criminal e determinar que o interrogatório do acusado seja realizado como o último ato da instrução.
- Legal Topics
- Prova Ilícita Obtida De Aparelho Celular, Inversão Da Ordem Do Interrogatório (art. 400 Do Cpp), Carta Precatória (art. 222 Do Cpp), Nulidade Processual E Necessidade De Prejuízo (art. 563 E 566 Do Cpp), Dosimetria Da Pena, Substituição De Pena Privativa Por Restritivas De Direitos
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
agravante
Agravante
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Aline
Vítima (óbito)
Sinésio
Vítima
Valdir
Testemunha
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 alegada violação do art. 400 do CPP (inversão do interrogatório)
- 2 alegada utilização de prova ilícita obtida de aparelho celular sem autorização judicial
- 3 apreensão de telefones no flagrante e nulidade das perícias
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a nulidade processual pela realização do interrogatório antes da oitiva das testemunhas por carta precatória (inversão da ordem do art. 400 do CPP), o que macula a instrução; assim, anulou-se o feito desde a decisão que encerrou a instrução e determinou-se que o interrogatório do acusado seja realizado como o último ato da instrução. A questão relativa à ilicitude da prova obtida do celular foi considerada, mas, no caso, ainda que ilícita, tal prova não afastaria necessariamente a condenação por existir prova independente; contudo, a nulidade relativa ao interrogatório prejudica a análise da dosimetria, justificando a anulação parcial.
Court Disposition
Parcial provimento do recurso especial para anular o feito desde a decisão que encerrou a instrução criminal e determinar que o interrogatório do acusado seja realizado como o último ato da instrução.
Orders
- Anular o feito desde a decisão que encerrou a instrução criminal
- Determinar a realização do interrogatório do acusado como o último ato da instrução
Full Case Text
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