RHC 207625 - DECISAO
As decisões que autorizaram a quebra de sigilos e a busca e apreensão foram devidamente fundamentadas em indícios concretos (manuscrito contendo o nome e telefone do recorrente, cadastro do número em seu nome, descompasso entre rendimentos declarados e movimentações bancárias), preenchendo os requisitos legais para as cautelares; a execução do mandado pouco mais de 30 dias após a autorização não configura nulidade capaz de anular o ato; e as prerrogativas da OAB não se aplicam porque os atos delituosos são imputados ao investigado na qualidade de assessor público e não no exercício da advocacia, sendo, assim, incabível a ordem no habeas corpus.
- Parties
- Recorrente: KEFFEN MELO PEREIRA; Respondente: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 January 2026
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça Ordem Denegada
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Quebra De Sigilo, Busca E Apreensão Domiciliar, Nulidade Processual, Prerrogativas Da OAB, Inviolabilidade De Domicílio, Proporcionalidade E Necessidade
Case Brief
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Parties
KEFFEN MELO PEREIRA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Respondente
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça Ordem Denegada
Legal Issues
- 1 licitidade das quebras de sigilo telefônico, bancário, fiscal e telemático
- 2 legalidade da busca e apreensão domiciliar
- 3 incidência das prerrogativas do Estatuto da OAB (art. 7, §6)
Ratio Decidendi
As decisões que autorizaram a quebra de sigilos e a busca e apreensão foram devidamente fundamentadas em indícios concretos (manuscrito contendo o nome e telefone do recorrente, cadastro do número em seu nome, descompasso entre rendimentos declarados e movimentações bancárias), preenchendo os requisitos legais para as cautelares; a execução do mandado pouco mais de 30 dias após a autorização não configura nulidade capaz de anular o ato; e as prerrogativas da OAB não se aplicam porque os atos delituosos são imputados ao investigado na qualidade de assessor público e não no exercício da advocacia, sendo, assim, incabível a ordem no habeas corpus.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
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