REsp 1722621 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que o Tribunal estadual interpretou de forma restritiva e equivocada o art. 27 do Código Florestal ao afastar a responsabilização e o reconhecimento do dano ambiental causado pela queima da palha de cana-de-açúcar; determinou que a queima, como regra, é proibida por causar prejuízos ao meio ambiente e à saúde independentemente de prova pericial detalhada, admitindo-se apenas autorizações excepcionais, específicas e precedidas de estudo de impacto ambiental e licenciamento, e reafirmou a aplicação da responsabilidade e do dever de reparação com base no princípio poluidor-pagador, pelo que deu provimento ao recurso especial.
- Parties
- Autor/recorrente: Ministério Público do Estado de São Paulo; Réu/recorrido: Usina Santo Antônio S/A; Réu/recorrido: Fábio Marcos Mosquetti; Réu/recorrido: Adriana Scodro Mosquetti
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgado Provido
- Outcome
- Recurso especial provido
- Legal Topics
- Queima De Palha De Cana De Açúcar, Responsabilidade Civil Ambiental, Licenciamento Ambiental, Obrigação De Não Fazer, Ônus Da Prova, Princípio Do Poluidor Pagador, Princípio Da Precaução
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de São Paulo
Autor/recorrente
Usina Santo Antônio S/A
Réu/recorrido
Fábio Marcos Mosquetti
Réu/recorrido
Adriana Scodro Mosquetti
Réu/recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgado Provido
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade passiva e extinção sem julgamento de mérito
- 2 Imposição de obrigação de não fazer para vedar queima de palha de cana-de-açúcar
- 3 Reconhecimento de dano ambiental independentemente de prova pericial
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que o Tribunal estadual interpretou de forma restritiva e equivocada o art. 27 do Código Florestal ao afastar a responsabilização e o reconhecimento do dano ambiental causado pela queima da palha de cana-de-açúcar; determinou que a queima, como regra, é proibida por causar prejuízos ao meio ambiente e à saúde independentemente de prova pericial detalhada, admitindo-se apenas autorizações excepcionais, específicas e precedidas de estudo de impacto ambiental e licenciamento, e reafirmou a aplicação da responsabilidade e do dever de reparação com base no princípio poluidor-pagador, pelo que deu provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Recurso especial provido
Orders
- Dou provimento ao Recurso Especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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