REsp 1822189 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque os argumentos da agravante não infirmaram a decisão atacada: o Tribunal de origem, considerando as particularidades do caso, concluiu que o reajuste tinha previsão contratual, não violava normas da ANS e não era desarrazoado; sendo a matéria essencialmente fático-probatória,...
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- Parties
- Agravante: MARIA CAVALIERE MULLER; Recorrida: Sul América
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pela Quarta Turma Do Stj)
- Outcome
- Agravo interno desprovido
- Legal Topics
- Reajuste Por Faixa Etária, Abusividade De Cláusula Contratual, Contratos Antigos Não Adaptados, Aplicação Das Súmulas 5 E 7 Do STJ, Súmula Normativa Nº 3/2001 Da ANS
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Parties
MARIA CAVALIERE MULLER
Agravante
Sul América
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pela Quarta Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 validade do reajuste por mudança de faixa etária em plano de saúde
- 2 abusividade da cláusula contratual que prevê reajuste após determinada idade (cláusula 16.3)
- 3 aplicabilidade de parâmetros fixados no REsp 1568244/RJ para contratos antigos
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque os argumentos da agravante não infirmaram a decisão atacada: o Tribunal de origem, considerando as particularidades do caso, concluiu que o reajuste tinha previsão contratual, não violava normas da ANS e não era desarrazoado; sendo a matéria essencialmente fático-probatória, incidiam as Súmulas 5 e 7 do STJ, o que impede o reexame em recurso especial.
Court Disposition
Agravo interno desprovido
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
- Mantida a decisão que negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Relator
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Marco Buzzi. EMENTA AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NORECURSO ESPECIAL - AÇÃO DECLARATÓRIA C/C PEDIDO CONDENATÓRIO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA REQUERENTE. 1. Conforme fixado por esta Corte, no tocante aos contratos de plano de saúde antigos e não adaptados, deve-se seguir o que consta no contrato, respeitadas, quanto à abusividade dos percentuais de aumento, as normas da legislação consumerista e, quanto à validade formal da cláusula, as diretrizes da Súmula Normativa nº 3/2001 da ANS. 1.1. Hipótese em que o Tribunal local, ao apreciar a abusividade do reajuste questionado, seguiu os supracitados parâmetros. 2. A conclusão a que chegou o Tribunal de origem, relativa à inexistência de abusividade do reajuste no caso concreto, fundamenta-se nas particularidades do contexto que permeia a controvérsia. Incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por MARIA CAVALIERE MULLER, em face da decisão de fls. 1101-1106 e 1118-1119, e-STJ, da lavra deste signatário, que negaram provimento ao recurso especial manejado pela ora agravante. O apelo nobre, de sua vez, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, desafia acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 908-912, e-STJ): Reajuste por mudança de faixa etária. Apelação que foi julgada, tendo sido reconhecida a abusividade de reajustes por mudança de faixa etária acima dos 60 anos do beneficiário, com determinação de devolução simples dos valores pagos a maior tão somente a partir da citação. Devolução do processo pela Presidência da Seção de Direito Privado para reapreciação da questão em virtude do julgamento do recurso repetitivo pelo ST), nos termos do art.1030, II, do CPC/2015. Em juízo de retratação, reconhece-se a legalidade do reajuste, dando provimento ao recurso da Sul América para julgar improcedente a ação. Opostos embargos de declaração (fls. 937-944, e-STJ), esses foram parcialmente acolhidos, com efeitos infringentes (fls. 950-959, e-STJ): Embargos declaratórios. Omissão existente. Reapreciação da matéria, em juízo de retratação, que se limitou à análise da legalidade do reajuste por faixa etária. Manutenção da declaração de abusividade da cláusula que permite o reajuste com base no VCMH de rigor. Ação que é parcialmente procedente, mantendo-se a nulidade da cláusula 17.Ausência, no mais, de contradição. Cláusula 16.3que, embora não inserida no regramento atinente ao reajuste por faixa etária, prevê aumento de mesma natureza. Embargos parcialmente acolhidos, com modificação do resultado. Apresentados novos embargos (fls. 961-963, e-STJ), foram novamente acolhidos, tão somente para a realização de ajustes quanto à distribuição dos ônus sucumbenciais (fls. 971-973, e-STJ) Nas razões do recurso especial (fls. 976-992, e-STJ), a recorrente, além de dissídio jurisprudencial, aponta violação seguintes artigos: (i) 15, § 3o, do Estatuto do Idoso e 51 do CDC, pois é vedado o reajuste disposto na cláusula 16.3 do contrato em tela; Contrarrazões às fls. 1064-1083, e-STJ. Às fls. 1101-1106, e-STJ, negou-se provimento ao reclamo, com base nas Súmulas 5, 7 e 83 do STJ. Opostos embargos declaratórios (fls. 1108-1110, e-STJ), foram rejeitados (fls. 1118-1119, e-STJ). Irresignada, a sucumbente maneja o presente agravo interno (fls. 1123-1130, e-STJ), no qual repisa, em suma, a abusividade da cláusula em comento. Não houve impugnação (fls. 1133-1140, e-STJ). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NORECURSO ESPECIAL - AÇÃO DECLARATÓRIA C/C PEDIDO CONDENATÓRIO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA REQUERENTE. 1. Conforme fixado por esta Corte, no tocante aos contratos de plano de saúde antigos e não adaptados, deve-se seguir o que consta no contrato, respeitadas, quanto à abusividade dos percentuais de aumento, as normas da legislação consumerista e, quanto à validade formal da cláusula, as diretrizes da Súmula Normativa nº 3/2001 da ANS. 1.1. Hipótese em que o Tribunal local, ao apreciar a abusividade do reajuste questionado, seguiu os supracitados parâmetros. 2. A conclusão a que chegou o Tribunal de origem, relativa à inexistência de abusividade do reajuste no caso concreto, fundamenta-se nas particularidades do contexto que permeia a controvérsia. Incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno desprovido. VOTO O agravo interno não merece acolhida, na medida em que os argumentos apresentados pela parte não infirmam a decisão atacada. 1. Conforme pontuado na decisão agravada, a possibilidade de reajuste por mudança etária restou assentada no julgamento do recurso especial n. 1.568.244/RJ, submetido à sistemática dos recursos repetitivos. Na oportunidade, fixou-se a possibilidade de tais majorações, desde que respeitados os seguintes parâmetros: existência de prévia previsão contratual, razoabilidade do aumento, e respeito às normas regulamentares do setor, expedidas pelas autoridades competentes para a fiscalização da saúde suplementar. No ponto, relevante a menção à ementa do referido julgado: RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. CIVIL. PLANO DE SAÚDE. MODALIDADE INDIVIDUAL OU FAMILIAR. CLÁUSULA DE REAJUSTE DE MENSALIDADE POR MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. LEGALIDADE. ÚLTIMO GRUPO DE RISCO. PERCENTUAL DE REAJUSTE. DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS. ABUSIVIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. EQUILÍBRIO FINANCEIRO-ATUARIAL DO CONTRATO. 1. A variação das contraprestações pecuniárias dos planos privados de assistência à saúde em razão da idade do usuário deverá estar prevista no contrato, de forma clara, bem como todos os grupos etários e os percentuais de reajuste correspondentes, sob pena de não ser aplicada (arts. 15, caput, e 16, IV, da Lei nº 9.656/1998). 2. A cláusula de aumento de mensalidade de plano de saúde conforme a mudança de faixa etária do beneficiário encontra fundamento no mutualismo (regime de repartição simples) e na solidariedade intergeracional, além de ser regra atuarial e asseguradora de riscos. 3. Os gastos de tratamento médico-hospitalar de pessoas idosas são geralmente mais altos do que os de pessoas mais jovens, isto é, o risco assistencial varia consideravelmente em função da idade. Com vistas a obter maior equilíbrio financeiro ao plano de saúde, foram estabelecidos preços fracionados em grupos etários a fim de que tanto os jovens quanto os de idade mais avançada paguem um valor compatível com os seus perfis de utilização dos serviços de atenção à saúde. 4. Para que as contraprestações financeiras dos idosos não ficassem extremamente dispendiosas, o ordenamento jurídico pátrio acolheu o princípio da solidariedade intergeracional, a forçar que os de mais tenra idade suportassem parte dos custos gerados pelos mais velhos, originando, assim, subsídios cruzados (mecanismo do community rating modificado). 5. As mensalidades dos mais jovens, apesar de proporcionalmente mais caras, não podem ser majoradas demasiadamente, sob pena de o negócio perder a atratividade para eles, o que colocaria em colapso todo o sistema de saúde suplementar em virtude do fenômeno da seleção adversa (ou antisseleção). 6. A norma do art. 15, § 3º, da Lei nº 10.741/2003, que veda "a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade", apenas inibe o reajuste que consubstanciar discriminação desproporcional ao idoso, ou seja, aquele sem pertinência alguma com o incremento do risco assistencial acobertado pelo contrato. 7. Para evitar abusividades (Súmula nº 469/STJ) nos reajustes das contraprestações pecuniárias dos planos de saúde, alguns parâmetros devem ser observados, tais como (i) a expressa previsão contratual; (ii) não serem aplicados índices de reajuste desarrazoados ou aleatórios, que onerem em demasia o consumidor, em manifesto confronto com a equidade e as cláusulas gerais da boa-fé objetiva e da especial proteção ao idoso, dado que aumentos excessivamente elevados, sobretudo para esta última categoria, poderão, de forma discriminatória, impossibilitar a sua permanência no plano; e (iii) respeito às normas expedidas pelos órgãos governamentais: a) No tocante aos contratos antigos e não adaptados, isto é, aos seguros e planos de saúde firmados antes da entrada em vigor da Lei nº 9.656/1998, deve-se seguir o que consta no contrato, respeitadas, quanto à abusividade dos percentuais de aumento, as normas da legislação consumerista e, quanto à validade formal da cláusula, as diretrizes da Súmula Normativa nº 3/2001 da ANS. b) Em se tratando de contrato (novo) firmado ou adaptado entre 2/1/1999 e 31/12/2003, deverão ser cumpridas as regras constantes na Resolução CONSU nº 6/1998, a qual determina a observância de 7 (sete) faixas etárias e do limite de variação entre a primeira e a última (o reajuste dos maiores de 70 anos não poderá ser superior a 6 (seis) vezes o previsto para os usuários entre 0 e 17 anos), não podendo também a variação de valor na contraprestação atingir o usuário idoso vinculado ao plano ou seguro saúde há mais de 10 (dez) anos. c) Para os contratos (novos) firmados a partir de 1º/1/2004, incidem as regras da RN nº 63/2003 da ANS, que prescreve a observância (i) de 10 (dez) faixas etárias, a última aos 59 anos; (ii) do valor fixado para a última faixa etária não poder ser superior a 6 (seis) vezes o previsto para a primeira; e (iii) da variação acumulada entre a sétima e décima faixas não poder ser superior à variação cumulada entre a primeira e sétima faixas. 8. A abusividade dos aumentos das mensalidades de plano de saúde por inserção do usuário em nova faixa de risco, sobretudo de participantes idosos, deverá ser aferida em cada caso concreto. Tal reajuste será adequado e razoável sempre que o percentual de majoração for justificado atuarialmente, a permitir a continuidade contratual tanto de jovens quanto de idosos, bem como a sobrevivência do próprio fundo mútuo e da operadora, que visa comumente o lucro, o qual não pode ser predatório, haja vista a natureza da atividade econômica explorada: serviço público impróprio ou atividade privada regulamentada, complementar, no caso, ao Serviço Único de Saúde (SUS), de responsabilidade do Estado. 9. Se for reconhecida a abusividade do aumento praticado pela operadora de plano de saúde em virtude da alteração de faixa etária do usuário, para não haver desequilíbrio contratual, faz-se necessária, nos termos do art. 51, § 2º, do CDC, a apuração de percentual adequado e razoável de majoração da mensalidade em virtude da inserção do consumidor na nova faixa de risco, o que deverá ser feito por meio de cálculos atuariais na fase de cumprimento de sentença. 10. TESE para os fins do art. 1.040 do CPC/2015: O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária do beneficiário é válido desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores e (iii) não sejam aplicados percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso. 11. CASO CONCRETO: Não restou configurada nenhuma política de preços desmedidos ou tentativa de formação, pela operadora, de "cláusula de barreira" com o intuito de afastar a usuária quase idosa da relação contratual ou do plano de saúde por impossibilidade financeira. Longe disso, não ficou patente a onerosidade excessiva ou discriminatória, sendo, portanto, idôneos o percentual de reajuste e o aumento da mensalidade fundados na mudança de faixa etária da autora. 12. Recurso especial não provido. (REsp 1568244/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 14/12/2016, DJe 19/12/2016) No caso em tela, tem-se que a Corte local, diante das particularidades da causa, consignou que o reajuste ora impugnado, previsto na cláusula 16.3, teria previsão contratual, não afrontaria regras editadas pela agência reguladora responsável e não seria desarrazoado no caso concreto. Veja-se (fl. 911, e-STJ): A autora é beneficiária do Plano Individual firmado em 29.11.1996 (fls.49/74), e reclama que os aumentos ficaram abusivos especialmente a partir de 2004. No caso, de contrato antigo e não adaptado, com previsão de reajuste por faixa etária, os percentuais não podem ser desarrazoados ou aleatórios de forma a, sem base atuarial, onerar excessivamente ou discriminar o idoso. A tanto se deve conjugar a necessidade de cumprimento da Súmula Normativa 3/2001 da ANS. A autora se insurge contra a cláusula 16.3 da apólice, que prevê o reajuste anual de 5% a partir dos 72 anos de idade do beneficiário (fl. 62). Entretanto, não se vislumbra qualquer ilegalidade no referido aumento, uma vez que se mostra razoável para equilibrar o contrato em momento de presumida utilização maior dos serviços médicos, entendimento pacificado na 4a Câmara de Direito Privado. Nesse diapasão, considerado o entendimento fixado no recurso especial n. 1.568.244/RJ, tem-se que, diferentemente do que aduz a insurgente, o acolhimento da pretensão recursal demandaria, de fato, o revolvimento de matéria probatória. Trata-se, contudo, de providência que encontra óbice nas Súmula 5 e 7 do STJ. Precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. REVISIONAL. RECONHECIMENTO DE ABUSIVIDADE. ALTERAÇÃO DE FAIXA ETÁRIA. MATÉRIA QUE DEMANDA REEXAME DE FATOS, PROVAS E CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SUMULAS 5 E 7 DO STJ. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM O ENTENDIMENTO FIRMADO NO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. É firme o entendimento do STJ no sentido que: "A previsão de reajuste de mensalidade de plano de saúde em decorrência da mudança de faixa etária de segurado idoso não configura, por si só, cláusula abusiva, devendo sua compatibilidade com a legislação de regência a boa-fé objetiva e a equidade ser aferida em cada caso concreto.".Precedentes. 2. A conclusão do acórdão recorrido sobre a abusividade do reajuste das mensalidades, em razão da mudança de faixa etária, decorreu na análise dos elementos fático - probatório dos autos, e interpretação de cláusulas contratuais, não sendo possível alterar tal entendimento, em sede de recurso especial, em razão dos óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1221954/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 08/05/2018, DJe 14/05/2018) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. REAJUSTE DE MENSALIDADE POR FAIXA ETÁRIA. NATUREZA ABUSIVA RECONHECIDA. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA E REVISÃO CONTRATUAL. SÚMULAS 5 E 7 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem entendeu pela nulidade de reajuste da mensalidade no percentual de 71,15% ao contratante que completa 60 (sessenta) anos de idade em razão de entendê-lo abusivo diante da análise de todo acervo fático-probatório dos autos. 2. Assentada pelas instâncias ordinárias a índole abusiva do reajuste, a inversão do que foi decidido pelo Tribunal de origem demanda análise de cláusulas contratuais e reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada em sede de recurso especial, a teor das Súmulas 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1258645/MT, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO), QUARTA TURMA, julgado em 21/06/2018, DJe 29/06/2018) Assim, não obstante as alegações contidas no recurso de agravo interno, afigura-se inviável o afastamento dos óbices dispostos na decisão unipessoal. 2. Do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.