AREsp 2603943 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisões que deferem ou indeferem tutela de urgência/liminar em razão de sua natureza provisória e de cognição sumária, devendo tais decisões ser confirmadas ou revogadas pela sentença final.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: parte agravante; Agravado: parte adversa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Agravo Contra Juízo De Admissibilidade Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Reajuste Por Faixa Etária, Tutela De Urgência/liminar, Admissibilidade De Recurso Especial, Tema 1016 Do STJ, Súmula 735 Do STF, Cognição Sumária
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
parte agravante
Agravante
parte adversa
Agravado
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Agravo Contra Juízo De Admissibilidade Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento de recurso especial contra decisão que defere ou indefere tutela de urgência/liminar
- 2 metodologia de cálculo da abusividade de reajuste por faixa etária conforme Tema 1016 do STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisões que deferem ou indeferem tutela de urgência/liminar em razão de sua natureza provisória e de cognição sumária, devendo tais decisões ser confirmadas ou revogadas pela sentença final.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra o juízo de admissibilidade que negou seguimento a recurso especial interposto em face de acórdão assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL C/ OBRIGAÇÃO DE FAZER - PRETENSÃO DE REFORMA DA DECISÃO CONCESSIVA DA TUTELA DE URGÊNCIA - REAJUSTE DE PLANO DE SAÚDE POR FAIXA ETÁRIA - ABUSIVIDADE VERIFICADA - DECISÃO MANTIDA - RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. A parte agravante sustenta que a metodologia utilizada para determinar a abusividade do reajuste por faixa etária (50,85% aplicado sobre as mensalidades do plano de saúde da parte adversa) está equivocada, conforme pacificado no item "b" do Tema 1016 do STJ, que proíbe a simples soma aritmética de percentuais de reajuste. Esta Corte, em sintonia com o disposto na Súmula 735 do STF, segundo a qual "não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar", entende que, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela. Isso porque "é sabido que as medidas liminares de natureza cautelar ou antecipatória são conferidas à base de cognição sumária e de juízo de mera verossimilhança. Por não representarem pronunciamento definitivo, mas provisório, a respeito do direito afirmado na demanda, são medidas, nesse aspecto, sujeitas à modificação a qualquer tempo, devendo ser confirmadas ou revogadas pela sentença final. Em razão da natureza precária da decisão, em regra, não possuem o condão de ensejar a violação da legislação federal" (AgRg no REsp 1.159.745/DF, Min. Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 11.5.2010, DJe 21.5.2010). Em face do exposto, nego provimento ao agravo. Intimem-se. EMENTA