REsp 1806673 - DECISAO
O STJ concluiu que a declaração de nulidade do reajuste de 2018 não configura julgamento extra petita, pois decorre logicamente do pedido de anulação da cláusula que prevê reajustes por sinistralidade; porém, quanto à declaração de nulidade da cláusula que autoriza rescisão unilateral do contrato coletivo, a Corte entendeu que há jurisprudência do STJ autorizando rescisão unilateral em contratos coletivos mediante observância de requisitos específicos, e como o Tribunal de origem não aferiu esses requisitos, o recurso especial foi parcialmente provido para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para nova análise da validade da cláusula à luz da jurisprudência do STJ.
- Parties
- Recorrente: ADM ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EIRELI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido; autos retornam ao Tribunal de origem para reexame da validade da cláusula de rescisão unilateral à luz da jurisprudência do STJ.
- Legal Topics
- Reajuste Por Sinistralidade, Rescisão Unilateral De Contrato Coletivo De Plano De Saúde, Dever De Informação, Julgamento Extra Petita, Súmula 83/stj
Case Brief
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Parties
ADM ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EIRELI
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se houve julgamento extra petita ao declarar a nulidade do reajuste de 2018 sem pedido específico
- 2 Se a cláusula que permite rescisão unilateral e imotivada de contrato coletivo de plano de saúde é nula à luz do art.13, parágrafo único, II, da Lei 9.656/98
- 3 Se a validade da cláusula de rescisão unilateral deve ser analisada com observância dos requisitos fixados pela jurisprudência do STJ
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que a declaração de nulidade do reajuste de 2018 não configura julgamento extra petita, pois decorre logicamente do pedido de anulação da cláusula que prevê reajustes por sinistralidade; porém, quanto à declaração de nulidade da cláusula que autoriza rescisão unilateral do contrato coletivo, a Corte entendeu que há jurisprudência do STJ autorizando rescisão unilateral em contratos coletivos mediante observância de requisitos específicos, e como o Tribunal de origem não aferiu esses requisitos, o recurso especial foi parcialmente provido para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para nova análise da validade da cláusula à luz da jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido; autos retornam ao Tribunal de origem para reexame da validade da cláusula de rescisão unilateral à luz da jurisprudência do STJ.
Orders
- Dou parcial provimento ao recurso especial.
- Determino o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que a validade da cláusula que prevê a possibilidade de rescisão unilateral do plano de saúde coletivo seja analisada à luz da jurisprudência do STJ.
Full Case Text
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