AREsp 2526712 - DECISAO
O agravo não foi conhecido/denegado por ausência de condições de admissibilidade: a fundamentação recursal é deficiente e não demonstra o dissídio jurisprudencial exigido (arts. 1.029§1 CPC e 255§1 RISTJ), o recurso especial impugna decisão que demandaria exaurimento da instância ordinária (Súmula 281/STF) e a...
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- Parties
- Agravante: Himafe Ind. e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Reavaliação De Imóvel Penhorado, Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Incidência De Súmulas, Vedação Ao Reexame De Provas
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Parties
Himafe Ind. e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo
Legal Issues
- 1 cabimento de reavaliação de imóvel penhorado em execução fiscal
- 2 admissibilidade do recurso especial interposto contra decisão monocrática e necessidade de exaurimento da instância ordinária
- 3 demonstração de dissídio jurisprudencial nos termos dos arts. 1.029, §1º, do CPC e 255, §1º, do RISTJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido/denegado por ausência de condições de admissibilidade: a fundamentação recursal é deficiente e não demonstra o dissídio jurisprudencial exigido (arts. 1.029§1 CPC e 255§1 RISTJ), o recurso especial impugna decisão que demandaria exaurimento da instância ordinária (Súmula 281/STF) e a pretensão de reavaliação do imóvel exige reexame de prova e fatos, vedado em recurso especial (Súmula 7/STJ); ademais, os dispositivos invocados (caput e §5º do art.85 do CPC) não amparam a tese recursal.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Publique-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por Himafe Ind. e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda. em face de decisão denegatória a recurso especial, este manejado com base no art. 105, III, "c", da CF, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 80): AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. REAVALIAÇÃO DO IMÓVEL. 1. Pretensão do executado de reavaliar bem imóvel penhorado em execução fiscal, suspendendo praceamento do bem. 2. Decurso do tempo que por si só não consiste em elemento apto a autorizar revisão Necessidade de demonstração de uma das hipóteses previstas nos incisos do artigo 873 do Código de Processo Civil. Decisão mantida Recurso desprovido. Os embargos de declaração opostos foram estes rejeitados (93/95). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta dissídio jurisprudencial entre a decisão recorrida e os acórdãos paradigmas colacionados nas razões recursais, eis que o aresto teria dado interpretação divergente ao caput e § 5º do art. 85 do CPC. Sustenta, em síntese, que o bem imóvel penhorado nos autos do executivo fiscal subjacente foi avaliado por preço inferior ao valor de mercado, devendo ser reavaliado, com consequente suspensão de futuro praceamento do bem. Houve contrarrazões (fls. 135/137. Petições às fls. 194/199, 203/205, 206/209 e 210/213, requerendo, em suma, prioridade no julgamento e concessão de efeito suspensivo ao presente agravo. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. O apelo raro interposto não reúne condições de trânsito. De início, no tocante ao caput e § 5º do art. 85 do CPC, utilizado para fundar o apontado dissídio jurisprudencial, nota-se que os referidos dispositivos legais não contêm comando capaz de sustentar a tese recursal - no sentido de que o bem imóvel penhorado nos autos do executivo fiscal subjacente foi avaliado por preço inferior ao valor de mercado, devendo ser reavaliado -, e infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, de maneira que se impõe ao caso concreto a incidência da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia."). Por oportuno, destacam-se os seguintes precedentes: AgRg no AREsp 161.567/RJ, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJe 26/10/2012; REsp 1.163.939/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 8/2/2011. Lado outro, incabível o recurso especial interposto em face de decisão unipessoal de relator que rejeitou os aclaratórios interpostos perante a Corte de origem, ante o não exaurimento da instância ordinária, o que atrai a incidência, a espécie, do empeço sumular 281/STF. Confiram-se, a propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PELO ÓRGÃO COLEGIADO. INEXISTÊNCIA DO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS. SÚMULA 281/STF. 1. O Recurso Especial foi interposto contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal a quo. Com efeito, havendo insatisfação com a prestação jurisdicional em decisão monocrática, cabe à parte recorrente interpor Agravo Interno, para que haja exaurimento da instância ordinária, exigível nos termos da jurisprudência deste Tribunal. 2. No presente caso não foi atendido esse requisito legal permissor do trânsito do apelo excepcional, o que atrai a incidência, por analogia, da Súmula 281 do STF. 3. É entendimento pacífico no STJ que os Embargos de Declaração opostos contra decisão monocrática, ainda que decididos pelo órgão colegiado do Tribunal a quo, não exaurem a prestação jurisdicional da instância ordinária. Precedentes: AgInt no AREsp 909.635/PI, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 2.5.2017; AgInt no AREsp 940.272/PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 24.2.2017; REsp 1.645.868/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 18.4.2017; e AgInt no AREsp 620.308/SP, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 13.2.2017. 4. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.049.602/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 29/6/2022.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. NÃO EXAURIMENTO DOS RECURSOS ORDINÁRIOS. INADEQUAÇÃO DA VIA RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. 1. Conforme se extrai do art. 105, III, da Constituição Federal e está enunciado na Súmula 281 do STF, o recurso especial não é via adequada à impugnação de decisões monocráticas. 2. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.730.605/RJ, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 11/10/2021, DJe de 14/10/2021.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA 281/STF. 1. No caso em exame, o Recurso Especial aviado ataca decisão monocrática contra a qual caberia agravo interno na origem, não tendo, por conseguinte, sido exaurida a instância ordinária. 2. Nos termos da jurisprudência do STJ, a interposição do recurso especial pressupõe o julgamento da questão controvertida pelo órgão colegiado do Tribunal de origem. 3. Aplicável, assim, por analogia, o óbice prescrito pela Súmula 281 do STF, segundo a qual é inadmissível o Recurso Extraordinário, quando couber, na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada. 4. Agravo Interno de MARIA DE LOURDES LIMA PACHECO, a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.869.325/SP, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do Trf5), Primeira Turma, julgado em 27/9/2021, DJe de 29/9/2021.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA, INTEGRADA, EM SEDE DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, POR DECISÃO COLEGIADA. AUSÊNCIA DE EXAURIMENTO DA INSTÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 281 DO STF, POR APLICAÇÃO ANALÓGICA. PRECEDENTES DO STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I. Agravo interno interposto contra decisão publicada em 19/09/2016, que, por sua vez, julgara recurso interposto contra decisum publicado na vigência do CPC/73. II. Consoante a jurisprudência do STJ, é inviável o Recurso Especial interposto de decisão singular, passível de recurso, nas instâncias de origem, nos termos da Súmula 281 do STF. Nesse sentido: STJ, AgRg no AREsp 647.073/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 1º/07/2015; AgRg no AREsp 692.476/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 1º/06/2015. III. No caso, a Apelação da parte ora agravante foi julgada por decisão monocrática, com fundamento no art. 557, caput, do CPC/73 - então em vigor -, seguindo-se Embargos de Declaração, também apreciados monocraticamente. Opostos novos Embargos de Declaração, foram eles rejeitados, pelo Órgão colegiado. Em face desse acórdão, o ora agravante interpôs Recurso Especial. IV. Contudo, "apenas o agravo interno se presta ao exaurimento de instância quando há intuito de propor recurso especial após a decisão monocrática, sendo imprestáveis para esse fim os embargos declaratórios, ainda que decididos pelo colegiado" (STJ, AgRg no REsp 1.320.460/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 25/10/2012). No mesmo sentido: STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 493.552/MG, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, DJe de 11/03/2016; AgRg no REsp 1.527.836/RR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 16/11/2015; AgRg no AREsp 343.162/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJe de 16/09/2013; AgRg no AREsp 325.042/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, DJe de 1º/08/2013; AgRg no REsp 1.231.070/ES, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, CORTE ESPECIAL, DJe de 10/10/2012; AgRg no AREsp 203.909/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 28/09/2012. V. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 620.308/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 2/2/2017, DJe de 13/2/2017.) PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. HIPÓTESE EM QUE NÃO HOUVE O EXAURIMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 281 DO STF. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. I - Não se conheceu do agravo em recurso especial pelo não exaurimento da instância ordinária, com aplicação, ao recurso especial, do enunciado n. 281 da Súmula do STF, por analogia. II - A jurisprudência do STJ é no sentido de que, "A existência de decisão colegiada em sede de embargos de declaração não tem o condão de afastar a necessidade de interposição do agravo interno, porquanto este é o recurso apto a levar ao órgão coletivo a apreciação da questão debatida nos autos" (AgRg no AREsp 431.883/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Terceira Turma, julgado em 18/09/2014, DJe 25/09/2014). AgRg no AREsp 559.804/SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 23/10/2014, DJe 07/11/2014. III - Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 909.635/PI, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 27/4/2017, DJe de 2/5/2017.) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR NO TRIBUNAL DE ORIGEM. JULGAMENTO COLEGIADO. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO INTERNO. NECESSIDADE. NÃO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES DO STF E STJ. 1. "Quando o órgão colegiado aprecia embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, em verdade, não examina a controvérsia, mas apenas afere a presença, ou não, de um dos vícios indicados no art. 535, I e II, do CPC. Por conseguinte, o fato de existir decisão colegiada não impede nem inibe a subsequente interposição de agravo regimental, este sim, apto a levar ao órgão coletivo o exame da questão controvertida" (AgRg no REsp 1.231.070/ES, Corte Especial, relator Min. Castro Meira, DJe 10/10/2012). 2. "É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na Justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada." (Súmula 281/STF). 3. Precedentes do STF: RE 639133 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 25/02/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-045 DIVULG 06-03-2014 PUBLIC 07-03-2014; AI 646750 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 12/03/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-056 DIVULG 22-03-2013 PUBLIC 25-03-2013; AI 731854 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 24/08/2010, DJe-222 DIVULG 18-11-2010 PUBLIC 19-11-2010 EMENT VOL-02434-03 PP-00468; e AI 633489 AgR, Relator(a): Min. MENEZES DIREITO, Primeira Turma, julgado em 07/04/2009, DJe-157 DIVULG 20-08-2009 PUBLIC 21-08-2009 EMENT VOL-02370-11 PP-02260. 4. Outros precedentes do STJ: AgRg no AREsp 264306/PB, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/09/2013, DJe 13/09/2013; AgRg no Ag 1377934/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/06/2013, DJe 07/08/2013; AgRg no Ag 1397426/SC, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 14/08/2012, DJe 22/08/2012; AgRg nos EDcl no AREsp 305.806/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 20/08/2013; AgRg no REsp 1.320.460/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/10/2012, DJe 25/10/2012; AgRg no AREsp 324.649/GO, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 20/08/2013, DJe 29/08/2013; AgRg no AREsp 325.042/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013; AgRg no AREsp 373.185/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 20/02/2014, DJe 26/02/2014; EDcl no AREsp 336.273/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 28/08/2013; AgRg no Ag 1238543/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2012, DJe 31/05/2012; AgRg no Ag 1282214/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 14/04/2011; AgRg no REsp 932103/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 22/02/2011, DJe 14/03/2011; e AgRg no REsp 675040/CE, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, SEXTA TURMA, julgado em 14/08/2007, DJe 25/08/2008. 5. Recurso especial a que se nega provimento. (REsp 1.446.261/PR, Rel. Ministro Sérgio Kukina, julgado em 22/4/2014, DJe 6/5/2014). Passo seguinte , desconstituir a compreensão a que chegou a instância de origem de que se revela inviável a pretensão de reavaliação do bem imóvel, frente as premissas fixadas no sentido de que "em esclarecimentos o perito do juízo afirmou que devido as condições do imóvel e terreno o bem sofreu - em verdade depreciação (..). A construção de condomínio vertical, ao seu turno, foi tomada em consideração pelo jusperito, ao situar este imóvel a três quarteirões do bem objeto destes autos e já em zona diversa, zona mista. Neste contexto, o único elemento que em princípio justificaria a reavaliação é sua não contemporaneidade; ocorre que, como visto, o transcurso do tempo mais contribui para a deterioração da construção e desvalorização global do imóvel do que incremento de seu valor" (fls.82/83), ao argumento de que "em agosto de 2018, o terreno onde se encontra o imóvel era considerado ZPI (Zona Predominantemente Indústria), e hoje o mesmo terreno é considerado ZM (Zona Mista), ou seja, local onde é permitida a construção de golpeies industriais, conforme foto aqui carreada (documento 06) e construções de condomínios verticais, valorizando assim o m2 do terreno, conforme esclarecimento feito pelo próprio perito nomeado nos autos às fls. 390 dos autos originários" (cf fl.105), demandaria novo exame dos elementos fáticos e probatórios dos autos, providência esta vedada em recurso especial, à incidência da Súmula 7/STJ. Nesse contexto, o recurso especial não pode ser conhecido no tocante à alínea c do permissivo constitucional, seja à incidência das Súmulas 281 e 284/STF, seja porque o dissídio jurisprudencial não foi demonstrado na forma exigida pelos arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do RISTJ. Com efeito, a parte recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico entre os julgados, deixando de evidenciar o ponto em que os acórdãos confrontados, diante da mesma base fática, teriam adotado a alegada solução jurídica diversa. Finalmente, verificado que o agravo em recurso especial não comporta provimento, porquanto o apelo raro interposto não merece sequer ser conhecido, afigura-se, assim, inviável a concessão do efeito suspensivo almejado, pelo que prejudicada a análise das petições de fls.194/199, 203/205, 206/209 e 210/213 (pet. n.00068825/2024, n. 00101107/2024, n. 00116068/2024 e n. 00175393/2024). ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Publique-se. EMENTA