HC 966200 - DECISAO
A impetração não foi conhecida porque o habeas corpus substitutivo de recurso próprio é via inadequada para reexaminar matéria fático-probatória e não se demonstrou flagrante ilegalidade no acórdão recorrido; as instâncias ordinárias fundamentadamente concluíram pela existência de prova suficiente (depoimentos da vítima e policiais, apreensão do veículo com chassi compatível, adulteração de placas e peças, prazo reduzido entre furto e apreensão) para manter a condenação por receptação qualificada, cabendo à defesa comprovar a licitude da posse nos termos do art.156 do CPP, o que não ocorreu.
- Parties
- Paciente: LUCIO MELCHIORI FILHO; Vítima: Jeferson Silva Santos; Gerente / Co Réu: Vinicius Vieira Santos da Silva; Órgão Jurisdicional Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Órgão Ministerial: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento Da Impetração (hc Não Conhecido)
- Outcome
- não conheceu da impetração
- Legal Topics
- Receptação Qualificada, Receptação Culposa, Insuficiência Probatória, Reexame De Provas, Reconhecimento Pessoal (art. 226 Do Cpp), Perícia (art. 159 Do Cpp), Ônus Da Prova (art. 156 Do Cpp), Súmula 7/stj, Súmula 83/stj
Case Brief
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Parties
LUCIO MELCHIORI FILHO
Paciente
Jeferson Silva Santos
Vítima
Vinicius Vieira Santos da Silva
Gerente / Co Réu
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Jurisdicional Recorrido
Ministério Público
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento Da Impetração (hc Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 suficiência da prova para condenação por receptação qualificada
- 3 nulidade do reconhecimento pessoal por não observância do art. 226 do CPP
Ratio Decidendi
A impetração não foi conhecida porque o habeas corpus substitutivo de recurso próprio é via inadequada para reexaminar matéria fático-probatória e não se demonstrou flagrante ilegalidade no acórdão recorrido; as instâncias ordinárias fundamentadamente concluíram pela existência de prova suficiente (depoimentos da vítima e policiais, apreensão do veículo com chassi compatível, adulteração de placas e peças, prazo reduzido entre furto e apreensão) para manter a condenação por receptação qualificada, cabendo à defesa comprovar a licitude da posse nos termos do art.156 do CPP, o que não ocorreu.
Court Disposition
não conheceu da impetração
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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