Rcl 42290 - DECISAO
A reclamação não foi conhecida porque não se demonstra nos autos que haja decisão desta Corte, em caso concreto e envolvendo as mesmas partes, desrespeitada; sendo inadequado o uso da reclamação para modificar entendimento divergente de outro tribunal ou como sucedâneo recursal, decidiu-se pelo não conhecimento com...
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- Parties
- Reclamante: JOSÉ COSTA DE HARO; Órgão Julgador Reclamada: 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2021
- Procedural Posture
- Reclamação (art. 988 Cpc/2015) / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- reclamação não conhecida
- Legal Topics
- Reclamação, Autoridade De Decisão, Sucedâneo Recursal, Aposentadoria Rural Por Idade, Segurado Especial, Jurisprudência
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Parties
JOSÉ COSTA DE HARO
Reclamante
7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região
Órgão Julgador Reclamada
Procedural Posture
Reclamação (art. 988 Cpc/2015) / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 cabimento da reclamação para dirimir divergência jurisprudencial
- 2 uso da reclamação como sucedâneo recursal
- 3 necessidade de decisão desta Corte desrespeitada em caso concreto
Ratio Decidendi
A reclamação não foi conhecida porque não se demonstra nos autos que haja decisão desta Corte, em caso concreto e envolvendo as mesmas partes, desrespeitada; sendo inadequado o uso da reclamação para modificar entendimento divergente de outro tribunal ou como sucedâneo recursal, decidiu-se pelo não conhecimento com fundamento nos arts. 34, XVIII, a, e 187 do RISTJ.
Court Disposition
reclamação não conhecida
Orders
- Não conheço da reclamação.
- Prejudicada a tutela de urgência requerida.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de reclamação apresentada por JOSÉ COSTA DE HARO, com fundamento no 988 do CPC/2015, contra decisão proferida pela 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Aduz que o acórdão reclamado lhe negou a concessão de aposentadoria rural por idade ao entendimento de que o segurado possuía longo vínculo de natureza urbana. O reclamante entende quea referida decisão vai de encontro à jurisprudência desta e. Corte, no sentido de que o exercício de atividade urbana, por si só, não afasta a condição de segurado especial (AREsp 1.243.766/RS,AgRg no AREsp 167.141/MT e AgRg no AREsp 329.930/PB). Requer, ao final, a procedência da presente reclamação, com o fito de resguardar a autoridade da decisão desta e. Corte. É o relatório. Decido. A presente reclamação não é cognoscível. Esclareça-se, por necessário, que não existe decisão desta Corte, em um caso concreto, envolvendo as mesmas partes e que tenha sido desrespeitada. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não se destina a dirimir divergência jurisprudencial entre acórdão reclamado e precedentes do Superior Tribunal de Justiça. O que se observa, na verdade, é que a reclamação foi utilizada como sucedâneo recursal, entretanto, tal medida jurisdicional não se presta a isso, tendo, na verdade utilização restrita. A utilização da reclamação para garantia das decisões do tribunal pode se dar quando a decisão do próprio tribunal não é cumprida. Isso não ocorre quando outro órgão julgador, in casu, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região adota entendimento diverso doSTJ. Em outras palavras, a reclamação não serve para preservar a jurisprudênciado Tribunal. Nesse sentido, in verbis: RECLAMAÇÃO. PROCESSO COLETIVO. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. EFEITO VINCULANTE. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO SUPOSTAMENTE DESRESPEITADO. AUTORIDADE. CIRCUNSCRIÇÃO AO CASO CONCRETO. SUCEDÂNEO DE RECURSO. DESCABIMENTO. 1. Reclamação proposta com fundamento no art. 105, I, "f", da Constituição Federal, contra decisão proferida pelo Juízo da 6ª Vara Cível da Comarca de Natal/RN, rejeitando a preliminar de coisa julgada e determinando o regular processamento de demanda coletiva. 2. Acórdão desta Corte Superior no qual se decidiu que a improcedência de ação coletiva intentada para a proteção de direitos individuais homogêneos, não importando se resultante ou não de insuficiência probatória, impede a repropositura de demanda coletiva com o mesmo objeto, resguardado o direito dos interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes de propor ação de indenização a título individual. 3. A reclamação fundada no art. 105, I, "f", da Constituição Federal não se presta à reforma de decisões contrárias à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 4. É impossível estender a autoridade da decisão proferida por esta Corte a todas as demais ações em curso nos outros Estados da Federação e no Distrito Federal, seja porque não dotado o acórdão de efeito vinculante, seja por envolver, formalmente, processos distintos submetidos a diferentes órgãos jurisdicionais. (grifo nosso) 5. Reclamação não conhecida. Pedido de reconsideração prejudicado. (Rcl 32.937/RN, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/06/2017, DJe 01/08/2017) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DAS DECISÕES PROFERIDAS NOS RESPs 1.468/665/PE E 1.520.281/PE NÃO CARACTERIZADA. EXECUÇÕES FISCAIS DISTINTAS. IDENTIDADE ENTRE OS PROCESSOS QUE NÃO FOI VERIFICADA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DA CONTRIBUINTE NÃO PROVIDO. 1. A reclamação não é instrumento hábil para adequar o julgado ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não se prestando como sucedâneo recursal. 2. O cabimento da Reclamação calcada na garantia da autoridade das decisões do Tribunal (art. 988, II, CPC/2015) surge por ocasião de eventual descumprimento de ordens emanadas desta Corte aplicáveis especificamente para o caso concreto, não sendo esta a hipótese retrata nos autos. (grifo nosso) 3. Ainda que o posicionamento deste Relator esteja em desacordo com a determinação da penhora de imóvel onde localizada a sede da empresa, o instrumento processual utilizado é inadequado para os fins almejados pela parte recorrente. 4. Agravo interno da Contribuinte não provido. (AgInt na Rcl 33.768/PE, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/06/2017, DJe 01/08/2017) Ante o exposto, com fundamento nos arts. 34, XVIII, a, e 187 do RISTJ, não conheço da reclamação. Prejudicada a tutela de urgência requerida. Publique-se. Intimem-se.