Rcl 47245 - DECISAO
A reclamação não foi conhecida por (i) ausência do instrumento de procuração, indicando representação irregular, e (ii) porque a ação foi utilizada como sucedâneo recursal para discutir matéria atinente a agravo em recurso especial não conhecido por intempestivo, não havendo decisão desta Corte objetivamente violada...
Source-derived case information.
- Parties
- Reclamante: Vicente Fernandes Rodrigues; Órgão Julgador/parte Contrária: Presidência desta Corte
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2024
- Procedural Posture
- Reclamação / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço da presente reclamação.
- Legal Topics
- Reclamação, Agravo Em Recurso Especial, Temas Repetitivos, Tempestividade, Litigância De Má Fé, Representação Processual
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Vicente Fernandes Rodrigues
Reclamante
Presidência desta Corte
Órgão Julgador/parte Contrária
Procedural Posture
Reclamação / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 uso da reclamação como sucedâneo recursal
- 2 tempestividade do agravo em recurso especial
- 3 falta de instrumento de procuração/representação irregular
Ratio Decidendi
A reclamação não foi conhecida por (i) ausência do instrumento de procuração, indicando representação irregular, e (ii) porque a ação foi utilizada como sucedâneo recursal para discutir matéria atinente a agravo em recurso especial não conhecido por intempestivo, não havendo decisão desta Corte objetivamente violada que justificasse a reclamação; com fundamento nos arts. 34, XVIII, "a", do RISTJ, a reclamação não merece conhecimento.
Court Disposition
Não conheço da presente reclamação.
Orders
- Não conheço da presente reclamação.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de reclamação, com pedido de efeito suspensivo, manejada por Vicente Fernandes Rodrigues, mediante a qual intenta reformar a decisão de fls. 74/75, proferida pela Presidência desta Corte. A decisão atacada, fundada no art. 21-E, V, do RISTJ, não conheceu do agravo em recurso especial interposto pelo ora reclamante, pois "manifestamente intempestivo" (fl. 74). Na petição vestibular, fls. 20/30, o reclamante nada diz acerca do fundamento da decisão combatida, limitando-se a anunciar suposto descumprimento do Tema Repetitivo 473. Gratuidade de justiça deferida pela Presidência (fl. 82). Representação regular (fl. 9). É O RELATÓRIO. PASSO À FUNDAMENTAÇÃO. Observo, desde logo, a falta, no presente caderno processual, do instrumento de procuração, a sinalizar a irregularidade da representação. Não obstante, mesmo que oportunamente sanado o apontado vício, a presente reclamação não comportaria conhecimento porque, à toda evidência, foi empregada, na hipótese, como sucedâneo recursal, manejada no lugar do recurso processualmente cabível. A propósito: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. 1. A presente reclamação não foi conhecida, porque não ficou comprovada a existência de decisão desta Corte, proferida no caso concreto em favor do reclamante, sendo descumprida, tendo em vista que o agravo em recurso especial interposto pela parte ora interessada sequer foi conhecido. 2. Inconformada, a reclamante interpõe agravo interno reiterando as razões deduzidas na petição inicial e aduzindo que o julgado proferido pelo STJ no AREsp n. 2.149.199/MT confirmou a decisão de mérito do Tribunal local. 3. "A reclamação, em razão de sua natureza incidental e excepcional, destina-se a preservação da competência e garantia da autoridade dos julgados somente quando objetivamente violados, não podendo servir como sucedâneo recursal para discutir o teor da decisão hostilizada" (AgRg na Rcl n. 6.199/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, DJe de 19/12/2011). Logo, não há se falar em descumprimento de comando desta Corte, pois a matéria objeto da controvérsia não foi objeto de apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça. 4. Não verificada, no momento, a presença dos requisitos autorizadores para condenação em litigância de má-fé. 5. O indeferimento liminar da reclamação e a inexistência de determinação de citação afasta a condenação em honorários advocatícios. Agravo interno improvido. (AgInt na Rcl n. 46.485/PR, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Seção, DJe de 8/3/2024.) Portanto, por ambos fundamentos, isolada ou conjuntamente considerados, o pedido não merece ser conhecido. ANTE O EXPOSTO, com fundamento nos arts. 34, XVIII, "a", do RISTJ, não conheço da presente reclamação. Publique-se. EMENTA