Rcl 47567 - DECISAO
A reclamação foi indeferida liminarmente por não ser o meio adequado: não há alegação de usurpação de competência do STJ, negativa de autoridade de suas decisões, nem desconsideração de acórdão em IRDR, IAC ou RRC, razão pela qual não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, aplicando-se o art. 988 do CPC e...
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- Parties
- Reclamante: LUIZ HENRIQUE DE AZEVEDO CORREA; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 August 2024
- Procedural Posture
- Reclamação / Indeferida Liminarmente
- Outcome
- Reclamação indeferida liminarmente.
- Legal Topics
- Reclamação, Cabimento Da Reclamação, Sucedâneo Recursal, Adjudicação De Parte Do Imóvel, IRDR, IAC, RRC, Autoridade Das Decisões
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Parties
LUIZ HENRIQUE DE AZEVEDO CORREA
Reclamante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Órgão De Origem
Procedural Posture
Reclamação / Indeferida Liminarmente
Legal Issues
- 1 cabimento da reclamação nos termos do art. 988 do CPC
- 2 reclamação como sucedâneo recursal
- 3 inadmissibilidade da adjudicação de parte do imóvel quando acarretar sua descaracterização (argumento do reclamante)
Ratio Decidendi
A reclamação foi indeferida liminarmente por não ser o meio adequado: não há alegação de usurpação de competência do STJ, negativa de autoridade de suas decisões, nem desconsideração de acórdão em IRDR, IAC ou RRC, razão pela qual não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, aplicando-se o art. 988 do CPC e determinando o indeferimento com fundamento no art. 932, VIII, do CPC e art. 34, XVIII, "a", do RISTJ.
Court Disposition
Reclamação indeferida liminarmente.
Orders
- Indefiro liminarmente a Reclamação.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de reclamação, sem pedido de liminar, ajuizada por LUIZ HENRIQUE DE AZEVEDO CORREA frente à acórdão do eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro proferido no julgamento de recurso de Agravo de Instrumento, constatando que "é certo que o presente agravo reitera questão já decidida no AI 0020453-79.2021.8.19.0000, matéria preclusa (art. 507 do CPC)" (grifou-se, na fl. 27). Defende a parte reclamante, em síntese, que o assinalado acórdão "não se alinha com o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça acerca da inadmissibilidade da adjudicação de parte do imóvel quando acarretar a sua descaracterização" (na fl. 19). Requer o conhecimento e provimento da reclamação. É o relatório. Passo a decidir. A reclamação deve ser indeferida liminarmente. Com efeito, carece de previsão legal o manejo de reclamação no caso presente. De início, destaque-se que a reclamação, nas vertentes constitucional e processual, destina-se unicamente à: (i) preservação da competência do Tribunal (Reclamação Constitucional-Competência) e à garantia da autoridade de suas decisões (Reclamação Constitucional-Autoridade) (CF, art 105, I, f; CPC, art. 988, I e II; RISTJ, art. 187); para (ii) garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas (Reclamação-IRDR) ou de incidente de assunção de competência (Reclamação-IAC) e (iii) garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de recurso especial repetitivo (Reclamação-RRC), nesse caso, quando esgotadas as instâncias ordinárias (CPC, art. 988, IV e § 5º, II). Como se vê, a presente ação não alega a usurpação da competência deste Tribunal, a negativa de autoridade de decisões desta Corte ou a desconsideração de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR), de incidente de assunção de competência (IAC) e de recurso especial repetitivo representativo da controvérsia (RRC), nesse caso, quando esgotadas as instâncias ordinárias. A inicial da presente reclamação defende que a Corte de origem "não se alinha com o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça acerca da inadmissibilidade da adjudicação de parte do imóvel quando acarretar a sua descaracterização" (na fl. 19), não submetido a ritos especiais vinculantes, quando, em tese seria cabível uma das espécies de reclamações previstas no art. 988 do Código de Processo Civil. Contudo, a reclamação não se presta ao papel de sucedâneo recursal para compelir os Tribunais a observarem a jurisprudência corriqueira ou as Súmulas desta Corte, como é o caso dos autos, mister destinado ao recurso especial, sequer interposto no presente caso. Ante o exposto, com fundamento no art. 932, VIII, do Código de Processo Civil e no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ, indefiro liminarmente a Reclamação. Publique-se. EMENTA