Rcl 47943 - DECISAO
A reclamação foi indeferida liminarmente porque não existe previsão legal para o manejo de reclamação no caso concreto: a instância ordinária foi esgotada com o julgamento do agravo interno pela Câmara Especial de Presidentes do Tribunal de Justiça de São Paulo, tornando preclusa a tentativa de interpor um segundo...
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- Parties
- Reclamante: SANTA FÉ ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA; Reclamado: Em. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Reclamação / Indeferimento Liminar
- Outcome
- Reclamação indeferida liminarmente
- Legal Topics
- Reclamação, Incidente De Resolução De Demandas Repetitivas (irdr), Incidente De Assunção De Competência (iac), Recurso Especial Repetitivo, Preclusão, Competência
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Parties
SANTA FÉ ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA
Reclamante
Em. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Reclamado
Procedural Posture
Reclamação / Indeferimento Liminar
Legal Issues
- 1 Cabimento da reclamação contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso especial após esgotamento de instância ordinária
- 2 Necessidade de utilização da Reclamação-RRC para garantir observância de acórdão em julgamento de recurso especial repetitivo quando esgotadas as instâncias ordinárias
- 3 Efeito da preclusão sobre a possibilidade de interposição de novo recurso especial após julgamento do agravo interno
Ratio Decidendi
A reclamação foi indeferida liminarmente porque não existe previsão legal para o manejo de reclamação no caso concreto: a instância ordinária foi esgotada com o julgamento do agravo interno pela Câmara Especial de Presidentes do Tribunal de Justiça de São Paulo, tornando preclusa a tentativa de interpor um segundo recurso especial; a via adequada seria a Reclamação-RRC e, assim, não há fundamento para acolher a reclamação, conforme arts. 932, VIII, do CPC e 34, XVIII, 'a' do RISTJ.
Court Disposition
Reclamação indeferida liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente a Reclamação com fundamento no art. 932, VIII, do Código de Processo Civil e no art. 34, XVIII, 'a', do RISTJ.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de reclamação, sem pedido de liminar, ajuizada por SANTA FÉ ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA frente decisão monocrática proferida pelo em. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado do eg. Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, negando provimento a recurso especial interposto pelo reclamante (na fl. 67). Defende a parte reclamante, em síntese, que a assinalada decisão usurpa a competência desta Corte, pois, "nos precisos termos do art. 1.030, inc. I, alínea "b" do Código de Processo Civil, que dispõe sobre os recursos extraordinário e especial, a Corte estadual só poderá negar seguimento a recurso especial, quando interposto contra acórdão que esteja em conformidade com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos" (na fl. 9). Requer o conhecimento e acolhimento da reclamação. É o relatório. Passo a decidir. A reclamação deve ser indeferida liminarmente. Com efeito, carece de previsão legal o manejo de reclamação no caso presente. De início, destaque-se que a reclamação, nas vertentes constitucional e processual, destina-se unicamente à: (i) preservação da competência do Tribunal (Reclamação Constitucional-Competência) e à garantia da autoridade de suas decisões (Reclamação Constitucional-Autoridade) (CF, art 105, I, f; CPC, art. 988, I e II; RISTJ, art. 187); para (ii) garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas (Reclamação-IRDR) ou de incidente de assunção de competência (Reclamação-IAC) e (iii) garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de recurso especial repetitivo (Reclamação-RRC), nesse caso, quando esgotadas as instâncias ordinárias (CPC, art. 988, IV e § 5º, II). Todavia, a presente ação desafia decisão monocrática proferida pelo em. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado do eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, negando provimento a recurso especial interposto pelo reclamante em cujo trâmite perante o Tribunal reclamado discutiu-se observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas. O primeiro recurso especial interposto pelo ora reclamante (nas fls. 81/106) teve seu seguimento negado, sob o fundamento de que o entendimento adotado no acórdão recorrido coincide com aquele consolidado em Tema Repetitivo deste Superior Tribunal de Justiça (nas fls. 15/17 e 107/109). Manejado agravo interno, foi desprovido pela Câmara Especial de Presidentes do eg. Tribunal de Justiça de São Paulo (nas fls. 165/168). O segundo recurso especial foi interposto pelo ora reclamante (na fl. 181/195) em face do assinalado julgamento, repristinando toda a matéria já arguida no primeiro recurso especial, o que levou o em. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado do eg. Tribunal de Justiça do Estado De são Paulo a negar seguimento ao recurso, esclarecendo que "não há como dar prosseguimento ao presente recurso, sob pena de inaugurar instância recursal não prevista pelo legislador processual" (na fl. 198). De fato, a instância originária fora esgotada com o julgamento do agravo interno pela pela Câmara Especial de Presidentes do eg. Tribunal de Justiça de São Paulo, de modo que, naquele momento o único recurso previsto na Lei (CPC, art. 988, §5º, II) seria a Reclamação Repetitivos (descrita no item III do proêmio) e não um segundo recurso especial, o que fez com que, em face do instituto da preclusão, o acórdão proferido no assinalado recurso de agravo interno transitasse em julgado. Ante o exposto, com fundamento no art. 932, VIII, do Código de Processo Civil e no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ, indefiro liminarmente a Reclamação. Publique-se. EMENTA