Rcl 48339 - DECISAO
Indeferiu-se liminarmente a petição inicial e julgou-se extinta a reclamação sem exame de mérito porque a reclamação estava sendo utilizada como sucedâneo recursal para rediscutir o mérito de acórdão do TJSP, decisão esta que é impugnável por recurso especial; portanto, o instrumento é inadequado para o objetivo...
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- Parties
- Reclamante: LÚCIO FERNANDO FERREIRA BONATO; Reclamado: 32ª Câmara da Seção de Direito Privado do TJSP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 November 2024
- Procedural Posture
- Reclamação / Decisão (indeferimento Liminar E Extinção)
- Outcome
- Petição inicial indeferida liminarmente; Reclamação extinta sem resolução de mérito.
- Legal Topics
- Reclamação, Sucedâneo Recursal, Coisa Julgada, Tutela Provisória De Urgência, Recurso Especial, Efeito Suspensivo
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Parties
LÚCIO FERNANDO FERREIRA BONATO
Reclamante
32ª Câmara da Seção de Direito Privado do TJSP
Reclamado
Procedural Posture
Reclamação / Decisão (indeferimento Liminar E Extinção)
Legal Issues
- 1 Se a reclamação pode ser utilizada como sucedâneo recursal
- 2 Se houve ofensa à autoridade de decisão do STJ (REsp n. 1931056/SP)
- 3 Se há ofensa à coisa julgada
Ratio Decidendi
Indeferiu-se liminarmente a petição inicial e julgou-se extinta a reclamação sem exame de mérito porque a reclamação estava sendo utilizada como sucedâneo recursal para rediscutir o mérito de acórdão do TJSP, decisão esta que é impugnável por recurso especial; portanto, o instrumento é inadequado para o objetivo pretendido, conforme jurisprudência do STJ, e aplica-se o art. 34, XVIII, 'a', do RISTJ.
Court Disposition
Petição inicial indeferida liminarmente; Reclamação extinta sem resolução de mérito.
Orders
- Indefiro liminarmente a petição inicial
- Julgo extinta a reclamação, sem exame de mérito, com fundamento no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Examina-se reclamação ajuizada por LÚCIO FERNANDO FERREIRA BONATO em face de acórdão da 32ª Câmara da Seção de Direito Privado do TJSP. Aduz a parte reclamante, em síntese, que: a) o acórdão reclamado atentaria contra a autoridade da decisão proferida pelo STJ no REsp n. 1931056/SP; e b) estaria caracterizada ofensa à coisa julgada. Por fim, requer a concessão de tutela provisória de urgência. É o relatório. DECIDO. 1. Aduz a parte reclamante, em síntese, que: a) o acórdão reclamado atentaria contra a autoridade da decisão proferida pelo STJ no REsp n. 1931056/SP; e b) estaria caracterizada ofensa à coisa julgada. 2. A presente reclamação foi ajuizada com fundamento no art. 105, inc. I, f", da Constituição Federal. 3. No entanto, esta Corte Superior possui jurisprudência no sentido de que a reclamação não pode ser manejada como sucedâneo recursal, de modo que não é o instrumento cabível para apreciar equívocos na decisão reclamada (AgInt na Rcl 39.470/DF, Segunda Seção, DJe 19/8/2022; AgInt na Rcl 43.164/SP, Primeira Seção, DJe 22/9/2022; Rcl 41.388/SP, Segunda Seção, DJe 18/5/2022). 4. Na hipótese, conforme colhe-se dos autos, o provimento jurisdicional reclamado consiste em acórdão da 32ª Câmara da Seção de Direito Privado do TJSP, que deu parcial provimento a agravo de instrumento. 5. Ocorre que a referida decisão constitui ato judicial passível de ser impugnado mediante recurso especial. 6. Ressalte-se que embora o recurso especial não possua efeito suspensivo automático, ele pode ser concedido pelo relator quando presentes a probabilidade do direito e o periculum in mora. 6. Observa-se, desse modo, que a parte reclamante atua com o nítido propósito de rediscutir o mérito do recurso interposto, utilizando o instrumento da reclamação como sucedâneo recursal. Forte nessas razões, INDEFIRO liminarmente a petição inicial e, em consequência, JULGO EXTINTA a reclamação, sem exame de mérito, com fundamento no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ. Prejudicada a tutela de urgência pleiteada. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação nas penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/15. Publique-se. Intimem-se. EMENTA RECLAMAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL. 1. Consoante a jurisprudência desta Corte, a reclamação não pode ser manejada como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado. 2. Petição inicial indeferida liminarmente. Reclamação extinta sem resolução de mérito.