Rcl 49725 - DECISAO
A reclamação foi liminarmente indeferida porque o reclamante não demonstrou a inobservância, pelo Tribunal de origem, de qualquer comando exarado por este STJ envolvendo os mesmos interessados, e porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, justificando o indeferimento liminar com fundamento...
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- Parties
- Reclamante: JOÃO MARCOS NUNES PEREIRA; Reclamado: TJ/TO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 August 2025
- Procedural Posture
- Reclamação / Liminar Indeferida; Arquivamento Determinado
- Outcome
- reclamação indeferida liminarmente
- Legal Topics
- Reclamação, Responsabilidade Objetiva Do Fornecedor, Sucedâneo Recursal, Liminar
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Parties
JOÃO MARCOS NUNES PEREIRA
Reclamante
TJ/TO
Reclamado
Procedural Posture
Reclamação / Liminar Indeferida; Arquivamento Determinado
Legal Issues
- 1 cabimento da reclamação perante o STJ
- 2 reclamação não pode ser sucedâneo recursal
- 3 necessidade de demonstração de inobservância de comando deste STJ envolvendo os mesmos interessados
Ratio Decidendi
A reclamação foi liminarmente indeferida porque o reclamante não demonstrou a inobservância, pelo Tribunal de origem, de qualquer comando exarado por este STJ envolvendo os mesmos interessados, e porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, justificando o indeferimento liminar com fundamento no art. 34, I, do RISTJ.
Court Disposition
reclamação indeferida liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente a presente reclamação (fundamento: art. 34, I, do RISTJ).
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada por JOÃO MARCOS NUNES PEREIRA contra decisão proferida pelo TJ/TO a qual, segundo alega o reclamante contraria orientação deste STJ porquanto "a prestação de serviço defeituosa ou a ausência de informação adequada configuram responsabilidade objetiva do fornecedor." (fls. 2/7) É o relatório. Decisão. O pleito não comporta acolhimento. 1. Nos termos dos artigos 105, I, "f", da Constituição Federal, 988, inc. II, do NCPC e 187 do RISTJ, somente caberá reclamação quando um órgão julgador estiver exercendo competência privativa ou exclusiva deste Tribunal ou, ainda, quando as decisões deste não estiverem sendo cumpridas por quem de direito. Com esse norte hermenêutico, na hipótese dos autos, o reclamação não demonstrou - quando deveria fazê-lo - a inobservância, pelo Tribunal de origem, de qualquer comando exarado por este STJ, envolvendo os mesmos interessados. Nesse contexto, cediço que a reclamação, consoante pacífica orientação jurisprudencial, não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, tampouco como instrumento de controle jurisprudencial. Na mesma linha, confiram-se: AgInt na Rcl 43352/SC, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJe de 05/06/2023; AgInt na Rcl 44175/RJ, Rel. Min. Raul Araújo, DJe de 03/04/2023; AgInt nos EDcl na Rcl 42878/SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, DJe de 31/03/2023. 2. Do exposto, com fundamento no art. 34, I, do RISTJ, indefiro liminarmente a presente reclamação. Publique-se. Intimem-se. Após, arquivem-se. EMENTA