Rcl 47565 - DECISAO
A reclamação foi indeferida liminarmente porque não existe comando positivo da decisão do STJ a ser executado pelo Tribunal a quo (o REsp 1.594.892/SP não conheceu do recurso sem suspender o acórdão), e porque, segundo o novo CPC, a inadmissão do recurso especial pelo presidente do tribunal a quo quando não...
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- Parties
- Reclamante: DEGRAF & WAGNER LTDA; Interested Partie(s): Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2024
- Procedural Posture
- Reclamação Constitucional / Decisão (indeferimento Liminar)
- Outcome
- Reclamação indeferida liminarmente
- Legal Topics
- Reclamação Constitucional, Agravo Em Recurso Especial (aresp), Agravo Interno (ag Int), Recursos Repetitivos, Autoridade De Decisão Do STJ, Liminar
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Parties
DEGRAF & WAGNER LTDA
Reclamante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Interested Partie(s)
Procedural Posture
Reclamação Constitucional / Decisão (indeferimento Liminar)
Legal Issues
- 1 Preservação da autoridade de decisão do STJ
- 2 Existência ou não de comando positivo da Corte superior
- 3 Cabimento de Agravo em Recurso Especial versus Agravo Interno segundo o Código de Processo Civil
Ratio Decidendi
A reclamação foi indeferida liminarmente porque não existe comando positivo da decisão do STJ a ser executado pelo Tribunal a quo (o REsp 1.594.892/SP não conheceu do recurso sem suspender o acórdão), e porque, segundo o novo CPC, a inadmissão do recurso especial pelo presidente do tribunal a quo quando não fundamentada em entendimento de recursos repetitivos permite o manejo de Agravo em Recurso Especial (AREsp) e não de Agravo Interno; no caso concreto o reclamante equivocou-se ao interpor agravo interno, justificando o indeferimento liminar com fundamento no art. 932, VIII, do CPC e art. 34, XVIII, "a", do RISTJ.
Court Disposition
Reclamação indeferida liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente a Reclamação.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, ajuizada por DEGRAF & WAGNER LTDA "contra decisão proferida pelo MM. Desembargador Relator Dr. Gilson Miranda, constante às fls. 3721 - 3723 dos autos de apelação nº 0002296- 40.2005.8.26.0286, em trâmite perante a 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que desconsiderou a autoridade da decisão desta corte, constante nos autos de Recurso Especial, nº 1594892/SP fls. 302 a 308; bem como, em face da decisão constante às fls. 3818, proferida pelo MM. Desembargador Presidente da Seção de Direito Privado, Dr. Heraldo de Oliveira Silva, que não conheceu do recurso de agravo em recurso especial, ante o erro material de nominá-lo como agravo interno; em descompasso com a decisão constante à seq. 45, fl. 275 a 276 e 302 a 308 do e-STJ no REsp 1594892/SP (2015/0113505-7)" (na fl. 5). É o relatório. Passo a decidir. A reclamação deve ser indeferida liminarmente. Com efeito, a reclamante afirma que pretende garantir a autoridade da decisão desta Corte proferida nos autos do Recurso Especial nº 1.594.892/SP, mas, todavia, a assinalada decisão, sem deferir efeito suspensivo, limitou-se a não conhecer do recurso interposto, mantendo, com isso, incólume o acórdão proferido pelo eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Desse modo, não há comando positivo desta Corte que esteja sendo descumprido. Noutro passo, no tocante ao não conhecimento do recurso de Agravo em Recurso Especial, a reclamação também não merece prosperar, pois o Código de Processo Civil dispõe no art. art. 1.030 que cabe o Agravo em Recurso Especial (AREsp), estatuído no art. 1.042, contra decisão do presidente ou do vice- presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos, quando o recurso cabível será o de Agravo Interno (AgInt) prescrito no art. 1.021, de modo a esgotar a instância e permitir o manejo da reclamação prevista no art. 988, § 5º, II, do mesmo Diploma Legal. Ou seja, a nova sistemática prevista no atual Código de Processo Civil prevê que, contra a decisão da Presidência do Tribunal a quo que inadmite recurso especial, cabe, alternativamente dois diferentes recursos: a) Agravo em Recurso Especial (AREsp), quando a decisão não for fundada na aplicação de entendimento firmado em julgamento de recursos repetitivos (art. 1.042, primeira parte). b) Agravo Interno (AgInt) quando a decisão for fundada na aplicação de entendimento firmado em julgamento de recursos repetitivos, dirigido ao próprio Tribunal a quo (art. 1.021, do CPC, cc o art. ), visando esgotar a instância ordinária e permitir o manejo da reclamação prevista no art. 988, § 5º, II, do CPC. Todavia, no caso em comento, a decisão do Tribunal a quo, inadmitindo o recurso especial, não teve por fundamento a incidência de tese firmada em julgamento de recursos repetitivos, caso em que é cabível o manejo de Agravo em Recurso Especial, e não de agravo interno como fez o reclamante, em evidente erro grosseiro. Ante o exposto, com fundamento no art. 932, VIII, do Código de Processo Civil e no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ, indefiro liminarmente a Reclamação. Publique-se. EMENTA