Rcl 48390 - DECISAO
Nego seguimento à reclamação porque não foi demonstrada usurpação de competência do STJ nem ofensa direta a decisão do Tribunal, e, conforme a Resolução STJ n. 3/2016, a competência para dirimir divergências entre acórdão de Turma Recursal estadual e a jurisprudência do STJ cabe às Câmaras Reunidas ou Seção...
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- Parties
- Reclamante: BANCO SAFRA S.A.; Órgão Recorrido: Segunda Turma Recursal do Grupo Jurisdicional de Teófilo Otoni (MG)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 November 2024
- Procedural Posture
- Reclamação / Decisão De Não Seguimento (nego Seguimento)
- Outcome
- Nego seguimento ao pedido formulado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça.
- Legal Topics
- Reclamação Constitucional, Competência Para Apreciação De Reclamações Contra Turmas Recursais, Resoluções Do STJ, Tema Repetitivo N. 622
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Parties
BANCO SAFRA S.A.
Reclamante
Segunda Turma Recursal do Grupo Jurisdicional de Teófilo Otoni (MG)
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Reclamação / Decisão De Não Seguimento (nego Seguimento)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de reclamação contra acórdão de Turma Recursal estadual
- 2 Se a decisão da Turma Recursal contraria o Tema repetitivo n. 622 do STJ
- 3 Competência para apreciação de reclamações segundo Resolução STJ n. 3/2016
Ratio Decidendi
Nego seguimento à reclamação porque não foi demonstrada usurpação de competência do STJ nem ofensa direta a decisão do Tribunal, e, conforme a Resolução STJ n. 3/2016, a competência para dirimir divergências entre acórdão de Turma Recursal estadual e a jurisprudência do STJ cabe às Câmaras Reunidas ou Seção Especializada do Tribunal de Justiça, não ao Superior Tribunal de Justiça neste caso.
Court Disposition
Nego seguimento ao pedido formulado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça.
Orders
- Remetam-se os autos ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de reclamação apresentada pelo BANCO SAFRA S.A. contra decisão da Segunda Turma Recursal do Grupo Jurisdicional de Teófilo Otoni (MG). O reclamante aduz que foi sucumbente numa ação em que a parte autora sustentou que estava sofrendo descontos indevidos em seu benefício previdenciário, em razão dos contratos de empréstimos consignados. Requereu a revisão e readequação das parcelas dos contratos, indenização por danos morais e repetição do indébito. Afirma que referida ação foi julgada procedente, decisão confirmada pela Turma Recursal. Nada obstante, argumenta que tal entendimento contraria o Tema repetitivo n. 622 do STJ, além de outros entendimentos do Tribunal. Requer a suspensão do processo originário, conferindo-se à causa o valor de R$ 21.866,77. É o relatório. Decido. A Resolução STJ n. 12 de 14 de dezembro de 2009, que disciplinava o instituto da reclamação - instrumento processual vocacionado para dirimir a divergência entre acórdão prolatado por turma recursal estadual e a orientação jurisprudencial consolidada por Corte -, foi tacitamente revogada pela Resolução n. 3 de 7 de abril de 2016, a qual, disciplinando a mesma matéria, atribuiu às câmaras reunidas ou às seções especializadas dos respectivos tribunais de justiça a competência para a execução de tal mister. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça já teve a oportunidade de se pronunciar sobre a validade e higidez do referido ato normativo. Nesse sentido, o seguinte precedentes PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DE DECISÃO DO STJ. AUSÊNCIA. ADEQUAÇÃO DO JULGADO IMPUGNADO À JURISPRUDÊNCIA DO STJ. DESCABIMENTO. RECLAMAÇÃO AJUIZADA NA ORIGEM CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA RECURSAL. ACÓRDÃO DA TURMA UNIFORMIZADORA QUE INADMITIU A RECLAMAÇÃO. .. 1. Para que a reclamação constitucional seja admitida, é imprescindível que se caracterize, de modo objetivo, usurpação de competência deste Tribunal ou ofensa direta à decisão aqui proferida, circunstâncias não evidenciadas nos autos. .. 3. Nos termos da Resolução STJ nº 3/2016, compete às Câmaras Reunidas ou à Seção Especializada dos Tribunais de Justiça a apreciação das Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal Estadual e do Distrito Federal e a jurisprudência do STJ. .. 6. Agravo interno não provido. (AgInt na Rcl n. 47.533/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, julgado em 20/8/2024, DJe de 22/8/2024.) Ante o exposto, nego seguimento ao pedido formulado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Remetam-se os autos ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Publique-se. Intimem-se. EMENTA