HC 919761 - DECISAO
Aplicou-se o entendimento de que o reconhecimento deve cumprir o art. 226 do CPP e ser corroborado por provas judiciais; no caso, o Tribunal de origem confirmou autoria com base em elementos independentes (relatório de investigações, localização do veículo por GPS, imagens e vínculos do veículo ao paciente), razão pela qual não foi acolhida a nulidade absoluta que levaria à absolvição; contudo, verificou-se falta de fundamentação concreta para a cumulação das majorantes na terceira fase da dosimetria, o que ensejou o redimensionamento da pena para 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 18 dias-multa, mantendo-se os demais termos da condenação.
- Parties
- Paciente: ELDER LIMA DE SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão in Limine (concessão Parcial Da Ordem)
- Outcome
- ordem concedida parcialmente
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoa, Art. 226 Do CPP, Reconhecimento Fotográfico, Dosimetria Da Pena, Cumulação De Majorantes, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ELDER LIMA DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão in Limine (concessão Parcial Da Ordem)
Legal Issues
- 1 ilegalidade do reconhecimento fotográfico por violação do art. 226 do CPP
- 2 necessidade de corroboração do reconhecimento por outras provas colhidas em juízo
- 3 possibilidade de cumulação das majorantes no art. 68, parágrafo único, do CP desde que fundamentada
Ratio Decidendi
Aplicou-se o entendimento de que o reconhecimento deve cumprir o art. 226 do CPP e ser corroborado por provas judiciais; no caso, o Tribunal de origem confirmou autoria com base em elementos independentes (relatório de investigações, localização do veículo por GPS, imagens e vínculos do veículo ao paciente), razão pela qual não foi acolhida a nulidade absoluta que levaria à absolvição; contudo, verificou-se falta de fundamentação concreta para a cumulação das majorantes na terceira fase da dosimetria, o que ensejou o redimensionamento da pena para 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 18 dias-multa, mantendo-se os demais termos da condenação.
Court Disposition
ordem concedida parcialmente
Orders
- Redimensionar a pena do paciente para 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 18 dias-multa
- Manter os demais termos da condenação
Full Case Text
Judgment text and source record
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