REsp 1953602 - ACORDAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que as regras do art. 226 do CPP são de observância obrigatória e que o reconhecimento fotográfico e/ou pessoal viciado é prova inválida e irrepetível, não podendo, por si só, fundamentar prisão preventiva, recebimento de denúncia, pronúncia ou condenação; o magistrado, no entanto, pode formar convencimento a partir de provas autônomas e não contaminadas pelo ato viciado. No caso concreto, ante a nulidade do reconhecimento pessoal e inexistência de outras provas independentes, deu-se provimento ao recurso especial para absolver o recorrente na Ação Penal n. 0006337-03.2019.4.03.6181.
- Parties
- Recorrente / Acusado: FELIPE WAN MIKE DOS SANTOS RODRIGUES; Recorrido / Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Julgado Pela Terceira Seção Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Recurso especial provido; reconhecida a nulidade do reconhecimento pessoal e absolvição do recorrente
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoa, Reconhecimento Fotográfico, Nulidade Do Ato Processual, Prova Irrepetível, Prisão Preventiva, Recebimento De Denúncia, Pronúncia, Prova De Autoria
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
FELIPE WAN MIKE DOS SANTOS RODRIGUES
Recorrente / Acusado
Ministério Público Federal
Recorrido / Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Julgado Pela Terceira Seção Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Definir o alcance do art. 226 do Código de Processo Penal e se a inobservância do quanto nele estatuído configura nulidade do ato processual
- 2 Se o reconhecimento fotográfico e/ou pessoal viciado pode, por si só, lastrear prisão preventiva, recebimento de denúncia, pronúncia ou condenação
- 3 Se o reconhecimento de pessoas é prova irrepetível e se sua repetição convalida vícios anteriores
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que as regras do art. 226 do CPP são de observância obrigatória e que o reconhecimento fotográfico e/ou pessoal viciado é prova inválida e irrepetível, não podendo, por si só, fundamentar prisão preventiva, recebimento de denúncia, pronúncia ou condenação; o magistrado, no entanto, pode formar convencimento a partir de provas autônomas e não contaminadas pelo ato viciado. No caso concreto, ante a nulidade do reconhecimento pessoal e inexistência de outras provas independentes, deu-se provimento ao recurso especial para absolver o recorrente na Ação Penal n. 0006337-03.2019.4.03.6181.
Court Disposition
Recurso especial provido; reconhecida a nulidade do reconhecimento pessoal e absolvição do recorrente
Orders
- Dar provimento ao recurso especial e reconhecer a nulidade do reconhecimento pessoal realizado em desconformidade com o art. 226 do CPP
- Absolver o recorrente FELIPE WAN MIKE DOS SANTOS RODRIGUES da condenação a ele imposta na Ação Penal n. 0006337-03.2019.4.03.6181
Full Case Text
Judgment text and source record
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