HC 858867 - DECISAO

HC 858867 - DECISAO

Concluiu-se que o reconhecimento fotográfico a que o paciente foi submetido é juridicamente inválido por não observar as formalidades exigidas pelo art. 226 do CPP (ex.: apenas o acusado trajava o boné descrito pela vítima), o que retira qualquer indício mínimo de autoria apto a fundamentar a prisão preventiva; por isso, confirmou-se a liminar e concedeu-se a ordem para cassar o acórdão do Tribunal estadual e restabelecer a decisão do Juízo singular que indeferiu a prisão preventiva, determinando a expedição de alvará de soltura se o paciente não estiver preso por outro motivo.

Parties
Paciente: MARCOS DE ALMEIDA DA SILVA; Órgão Julgador/autor Do Acórdão Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Órgão Ministerial (parecer): Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
11 September 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Colegiada No Superior Tribunal De Justiça: Confirmação De Liminar E Concessão Da Ordem
Outcome
liminar confirmada e ordem concedida (habeas corpus provido)
Legal Topics
Reconhecimento De Pessoas, Reconhecimento Fotográfico, Prisão Preventiva, Nulidade De Prova, Epistemologia Do Testemunho

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

MARCOS DE ALMEIDA DA SILVA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Órgão Julgador/autor Do Acórdão Impugnado

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial (parecer)

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Colegiada No Superior Tribunal De Justiça: Confirmação De Liminar E Concessão Da Ordem

  1. 1 legalidade e valor probatório do reconhecimento de pessoas nos termos do art. 226 do CPP
  2. 2 validade do reconhecimento fotográfico realizado na fase policial
  3. 3 presença de indícios mínimos de autoria para decretação de prisão preventiva

Ratio Decidendi

Concluiu-se que o reconhecimento fotográfico a que o paciente foi submetido é juridicamente inválido por não observar as formalidades exigidas pelo art. 226 do CPP (ex.: apenas o acusado trajava o boné descrito pela vítima), o que retira qualquer indício mínimo de autoria apto a fundamentar a prisão preventiva; por isso, confirmou-se a liminar e concedeu-se a ordem para cassar o acórdão do Tribunal estadual e restabelecer a decisão do Juízo singular que indeferiu a prisão preventiva, determinando a expedição de alvará de soltura se o paciente não estiver preso por outro motivo.

Court Disposition

liminar confirmada e ordem concedida (habeas corpus provido)

Orders

  • Cassação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Recurso em Sentido Estrito n. 5035420-86.2023.8.21.0010) e restabelecimento da decisão do Juízo singular que indeferiu a prisão preventiva do paciente
  • Determinar a imediata expedição de alvará de soltura em favor do paciente, se por outro motivo não estiver preso