AREsp 2599274 - DECISAO
Reconsiderada a decisão monocrática e, ao analisar o recurso especial, o Tribunal concluiu que, apesar do novo entendimento jurisprudencial que exige observância estrita do art. 226 do CPP para validade do reconhecimento policial, no caso concreto a condenação não se apoia exclusivamente no reconhecimento impugnado, havendo provas autônomas (depoimento da vítima, prisão em flagrante e apreensão do veículo roubado) que justificam a condenação; assim, afastar a decisão exigiria revolvimento probatório vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, a fixação do regime inicial semiaberto foi correta nos termos do art. 33, §2º, "b", do CP. Por essas razões, negou-se provimento ao recurso especial.
- Parties
- Agravante: CARLOS HENRIQUE DE SOUZA PAIVA; Oponente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Reexame De Decisão Monocrática E Julgamento Do Recurso Especial
- Outcome
- Reconsiderada a decisão agravada; negado provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Nulidade De Prova, Reconhecimento Fotográfico, Prova Autônoma, Regime Prisional, Dosimetria, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
CARLOS HENRIQUE DE SOUZA PAIVA
Agravante
Ministério Público Federal
Oponente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Reexame De Decisão Monocrática E Julgamento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 validade do reconhecimento policial e suas formalidades (art. 226 do CPP)
- 2 efeito da inobservância do art. 226 do CPP sobre a validade da prova de reconhecimento
- 3 possibilidade de manutenção da condenação quando existem provas autônomas e suficientes
Ratio Decidendi
Reconsiderada a decisão monocrática e, ao analisar o recurso especial, o Tribunal concluiu que, apesar do novo entendimento jurisprudencial que exige observância estrita do art. 226 do CPP para validade do reconhecimento policial, no caso concreto a condenação não se apoia exclusivamente no reconhecimento impugnado, havendo provas autônomas (depoimento da vítima, prisão em flagrante e apreensão do veículo roubado) que justificam a condenação; assim, afastar a decisão exigiria revolvimento probatório vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, a fixação do regime inicial semiaberto foi correta nos termos do art. 33, §2º, "b", do CP. Por essas razões, negou-se provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Reconsiderada a decisão agravada; negado provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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