HC 654287 - DECISAO
O reconhecimento por fotografia enviado pela polícia via WhatsApp à vítima Iara foi realizado em desacordo com o art. 226 do CPP e deve ser declarado nulo; tal prova, uma vez invalidada, não pode fundamentar condenação nem ser utilizada de forma suplementar. Assim, com os reconhecimentos inválidos extirpados dos autos, o processo deve retornar ao juízo singular para que seja proferida nova sentença apenas em relação ao crime praticado contra a vítima Iara, sem considerar tais reconhecimentos.
- Parties
- Paciente: RUBENS JUNIO RODRIGUES DE ALMEIDA; Vítima: IARA GONZALES SARAIVA; Vítima: SABRINA SILVA CARDOSO; Denunciada: ANA CLÁUDIA MARTINS JARDIM; Menor: Wenderson Moura Santana; Testemunha: SEBASTIÃO ALVES XAVIER; Testemunha: LAURENÇO RODRIGUES DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem concedida parcialmente: declarada a nulidade dos reconhecimentos realizados em desfavor do paciente pela vítima Iara e determinado o retorno do feito ao Juízo singular para nova sentença apenas em relação a esse crime, sem considerar tais reconhecimentos.
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Art. 226 Do CPP, Nulidade Da Prova, Reconhecimento Fotográfico, Força Probante Do Reconhecimento, Continuísmo Delitivo
Case Brief
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Parties
RUBENS JUNIO RODRIGUES DE ALMEIDA
Paciente
IARA GONZALES SARAIVA
Vítima
SABRINA SILVA CARDOSO
Vítima
ANA CLÁUDIA MARTINS JARDIM
Denunciada
Wenderson Moura Santana
Menor
SEBASTIÃO ALVES XAVIER
Testemunha
LAURENÇO RODRIGUES DA SILVA
Testemunha
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Validade do reconhecimento de pessoa realizado em desacordo com o art. 226 do CPP
- 2 Efeito da invalidade do reconhecimento sobre a possibilidade de manutenção da condenação
- 3 Existência de provas autônomas suficientes para fundamentar condenação após extirpação do reconhecimento inválido
Ratio Decidendi
O reconhecimento por fotografia enviado pela polícia via WhatsApp à vítima Iara foi realizado em desacordo com o art. 226 do CPP e deve ser declarado nulo; tal prova, uma vez invalidada, não pode fundamentar condenação nem ser utilizada de forma suplementar. Assim, com os reconhecimentos inválidos extirpados dos autos, o processo deve retornar ao juízo singular para que seja proferida nova sentença apenas em relação ao crime praticado contra a vítima Iara, sem considerar tais reconhecimentos.
Court Disposition
Ordem concedida parcialmente: declarada a nulidade dos reconhecimentos realizados em desfavor do paciente pela vítima Iara e determinado o retorno do feito ao Juízo singular para nova sentença apenas em relação a esse crime, sem considerar tais reconhecimentos.
Orders
- Declarar a nulidade dos reconhecimentos realizados em desfavor do paciente pela vítima Iara.
- Determinar o retorno do feito ao Juízo singular para que, uma vez extirpadas tais provas dos autos, seja proferida nova sentença apenas em relação a esse crime, a qual não poderá levá-las em consideração, nem mesmo de forma suplementar.
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