AREsp 2522043 - DECISAO
Constatou-se que o reconhecimento pessoal que fundamentou a condenação foi realizado na forma de 'show-up', com autos genéricos e sem observância estrita do art. 226 do CPP, o que, segundo a jurisprudência do STJ e do STF e a Resolução n. 484/2022 do CNJ, torna o ato inválido. Como a condenação estava fundamentada apenas nesse reconhecimento inválido e o conjunto probatório mostrou fragilidade, aplicou-se o princípio in dubio pro reo, absolvendo-se o recorrente e determinando-se a expedição de alvará de soltura.
- Parties
- Agravante / Réu / Recorrente: ELIEZER PEREIRA CAMARGO; Vítima: Nathalia Ribeiro Ferrari; Testemunha: Edson Ferrari Junior; Parte Interveniente (manifestou Se): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Conhecimento E Provimento Do Agravo
- Outcome
- Agravo provido. Reconhecida violação do art. 226 do CPP. Conhecido do agravo e dado provimento ao recurso especial, com absolvição do recorrente da condenação proferida no processo de origem.
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Nulidade Da Prova Por Inobservância Do Art. 226 Do CPP, Prova Testemunhal, Show Up, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Recurso Especial, Erros Da Psicologia Do Testemunho
Case Brief
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Parties
ELIEZER PEREIRA CAMARGO
Agravante / Réu / Recorrente
Nathalia Ribeiro Ferrari
Vítima
Edson Ferrari Junior
Testemunha
Ministério Público Federal
Parte Interveniente (manifestou Se)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Conhecimento E Provimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 validade do reconhecimento pessoal à luz do art. 226 do CPP
- 3 se a condenação se apoiou apenas em reconhecimento inválido
Ratio Decidendi
Constatou-se que o reconhecimento pessoal que fundamentou a condenação foi realizado na forma de 'show-up', com autos genéricos e sem observância estrita do art. 226 do CPP, o que, segundo a jurisprudência do STJ e do STF e a Resolução n. 484/2022 do CNJ, torna o ato inválido. Como a condenação estava fundamentada apenas nesse reconhecimento inválido e o conjunto probatório mostrou fragilidade, aplicou-se o princípio in dubio pro reo, absolvendo-se o recorrente e determinando-se a expedição de alvará de soltura.
Court Disposition
Agravo provido. Reconhecida violação do art. 226 do CPP. Conhecido do agravo e dado provimento ao recurso especial, com absolvição do recorrente da condenação proferida no processo de origem.
Orders
- Conheço do agravo e dou-lhe provimento
- Reconheço a violação do art. 226 do Código de Processo Penal
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