HC 948558 - ACORDAO

HC 948558 - ACORDAO

O reconhecimento pessoal/fotográfico concreto foi realizado mediante show-up com fotografia do cadastro civil datada de 2009 (quando o paciente tinha 15 anos), sem alinhamento com fillers, sem termo apropriado e sem qualquer outro indício independente de autoria; tal reconhecimento, por violar o art. 226 do CPP e ser prova cognitivamente irrepetível e epistemicamente frágil, é absolutamente nulo e, diante da ausência de outros indícios, não preenchia o padrão probatório exigido para a pronúncia, devendo o paciente ser despronunciado e a ordem concedida.

Parties
Paciente: JONATAN LOPES DE ALBUQUERQUE; Vítima: Carlos André Félix da Silva; Vítima: João Alex da Silva; Corréu: Wedeson (vulgo DICA); Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
13 December 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus (contra Decisão Em Revisão Criminal) / Acórdão Da Sexta Turma Ordem Concedida (despronúncia)
Outcome
ordem concedida para despronunciar o paciente
Legal Topics
Reconhecimento De Pessoas, Art. 226 Do CPP, Show Up, Reconhecimento Fotográfico, Revisão Criminal, Pronúncia, Despronúncia, Erro Judicial Material

Case Brief

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Parties

JONATAN LOPES DE ALBUQUERQUE

Paciente

Carlos André Félix da Silva

Vítima

João Alex da Silva

Vítima

Wedeson (vulgo DICA)

Corréu

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial

Procedural Posture

Habeas Corpus (contra Decisão Em Revisão Criminal) / Acórdão Da Sexta Turma Ordem Concedida (despronúncia)

  1. 1 validade do reconhecimento pessoal/fotográfico realizado em desconformidade com o art. 226 do CPP
  2. 2 força probatória do reconhecimento mesmo quando realizado conforme art. 226 do CPP
  3. 3 insuficiência de provas independentes para manutenção da pronúncia

Ratio Decidendi

O reconhecimento pessoal/fotográfico concreto foi realizado mediante show-up com fotografia do cadastro civil datada de 2009 (quando o paciente tinha 15 anos), sem alinhamento com fillers, sem termo apropriado e sem qualquer outro indício independente de autoria; tal reconhecimento, por violar o art. 226 do CPP e ser prova cognitivamente irrepetível e epistemicamente frágil, é absolutamente nulo e, diante da ausência de outros indícios, não preenchia o padrão probatório exigido para a pronúncia, devendo o paciente ser despronunciado e a ordem concedida.

Court Disposition

ordem concedida para despronunciar o paciente

Orders

  • Conceder o habeas corpus e despronunciar o paciente das imputações objeto do Processo n. 0003802-68.2018.8.17.0990
  • Determinar a imediata expedição de alvará de soltura em favor do acusado, se por outro motivo não estiver preso