AREsp 2406605 - DECISAO
Mesmo que o reconhecimento pessoal/fotográfico possa ser considerado viciado por inobservância do art. 226 do CPP, a condenação pelo crime de roubo (art. 157, caput, CP) se mantém porque se funda em provas independentes e idôneas — notadamente a denúncia pelos familiares, a apreensão do celular na residência do acusado (localizado pelo irmão), a fuga do réu após a localização do bem e a confissão parcial extrajudicial — hipótese em que a nulidade do reconhecimento não enseja absolvição; a pretensão de desclassificação demandaria reexame de provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
- Parties
- Agravante (réu): JULIO CESAR FERNANDES PEREIRA; Interveniente (manifestação/parecer): Ministério Público Federal; Vítima: R. M. M.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça (conhecido Parcialmente E Negado Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Reconhecimento Fotográfico, Nulidade De Prova, Roubo (art. 157, Caput, Cp), Receptação (art. 180, Súmula 7 STJ, Confissão Extrajudicial
Case Brief
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Parties
JULIO CESAR FERNANDES PEREIRA
Agravante (réu)
Ministério Público Federal
Interveniente (manifestação/parecer)
R. M. M.
Vítima
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça (conhecido Parcialmente E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 validação do reconhecimento pessoal e fotográfico à luz do art. 226 do CPP
- 2 efeito da nulidade do reconhecimento sobre a manutenção da condenação
- 3 existência de provas independentes aptas a sustentar condenação
Ratio Decidendi
Mesmo que o reconhecimento pessoal/fotográfico possa ser considerado viciado por inobservância do art. 226 do CPP, a condenação pelo crime de roubo (art. 157, caput, CP) se mantém porque se funda em provas independentes e idôneas — notadamente a denúncia pelos familiares, a apreensão do celular na residência do acusado (localizado pelo irmão), a fuga do réu após a localização do bem e a confissão parcial extrajudicial — hipótese em que a nulidade do reconhecimento não enseja absolvição; a pretensão de desclassificação demandaria reexame de provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
Orders
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento
- Publique-se
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