AREsp 3057449 - DECISAO
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o Tribunal de origem concluiu que o reconhecimento decorreu de prévia familiaridade entre a vítima e o acusado (conhecimento desde 2004, reconhecimento mesmo com capacete e renovação em juízo), de modo que não se aplicaria a nulidade do reconhecimento prevista pela interpretação do art. 226 do CPP quando se trata de apontamento de pessoa desconhecida; assim, não houve violação capaz de infirmar a condenação.
- Parties
- Agravante / Réu: RAYRON PEREIRA BARBOSA; Vítima / Declarante: Raimundo Nonato Alves Gomes; Subprocurador Geral Da República / Ministério Público Federal (manifestante): Celso de Albuquerque Silva
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Cf) / Conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Mérito Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Art. 226 Do CPP, Prova Irrepetível, Invalidade Do Reconhecimento Fotográfico/presencial, Juros De Admissibilidade De Recurso Especial
Case Brief
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Parties
RAYRON PEREIRA BARBOSA
Agravante / Réu
Raimundo Nonato Alves Gomes
Vítima / Declarante
Celso de Albuquerque Silva
Subprocurador Geral Da República / Ministério Público Federal (manifestante)
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Cf) / Conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Mérito Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 violação do art. 386, V e VII, do Código de Processo Penal alegada pela defesa
- 2 ilegalidade/regularidade do reconhecimento de pessoa à luz do art. 226 do CPP
- 3 força probatória do reconhecimento pessoal, especialmente quando há prévia familiaridade entre vítima e acusado
Ratio Decidendi
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o Tribunal de origem concluiu que o reconhecimento decorreu de prévia familiaridade entre a vítima e o acusado (conhecimento desde 2004, reconhecimento mesmo com capacete e renovação em juízo), de modo que não se aplicaria a nulidade do reconhecimento prevista pela interpretação do art. 226 do CPP quando se trata de apontamento de pessoa desconhecida; assim, não houve violação capaz de infirmar a condenação.
Court Disposition
Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se, inclusive a vítima, para ciência do resultado do julgamento.
Full Case Text
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