HC 1062544 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus porque não se identificou ilegalidade flagrante apta a superar o óbice do art. 647-A do CPP; mesmo reconhecendo que eventual inobservância do art. 226 do CPP invalida o reconhecimento pessoal, o Tribunal de origem fundamentou a condenação em provas independentes e corroboradoras (informações policiais sobre modus operandi, encontro do veículo em posse do paciente, recuperação do celular ligado ao paciente e depoimentos), de modo que a destruição da conclusão exigiria revolvimento fático-probatório vedado na via estreita do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: CARLOMAN MAGALHAES VIEIRA FILHO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO; Vítima: Sra. Shyrlei da Silva Oliveira; Policial/testemunha: Herbert Henrique de Sousa; Outro Reconhecido No Inquérito: Breno
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 January 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Nulidade De Prova, Frutos Da Árvore Envenenada, Insuficiência De Provas, In Dubio Pro Reo, Art. 226 Do CPP, Art. 647 a Do CPP
Case Brief
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Parties
CARLOMAN MAGALHAES VIEIRA FILHO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Autoridade Coatora
Sra. Shyrlei da Silva Oliveira
Vítima
Herbert Henrique de Sousa
Policial/testemunha
Breno
Outro Reconhecido No Inquérito
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Nulidade do reconhecimento pessoal por inobservância do art. 226 do CPP
- 2 Se a irregularidade do reconhecimento conduz à nulidade do decreto condenatório quando existem provas independentes
- 3 Cabimento do habeas corpus para reexame de matéria fático-probatória
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus porque não se identificou ilegalidade flagrante apta a superar o óbice do art. 647-A do CPP; mesmo reconhecendo que eventual inobservância do art. 226 do CPP invalida o reconhecimento pessoal, o Tribunal de origem fundamentou a condenação em provas independentes e corroboradoras (informações policiais sobre modus operandi, encontro do veículo em posse do paciente, recuperação do celular ligado ao paciente e depoimentos), de modo que a destruição da conclusão exigiria revolvimento fático-probatório vedado na via estreita do habeas corpus.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
Full Case Text
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