HC 771616 - ACORDAO
Verificou-se que o reconhecimento fotográfico realizado na fase inquisitorial não observou os preceitos do art. 226 do CPP; as provas judicializadas da autoria (depoimentos) decorrem desse ato viciado e não existem provas independentes e colhidas sob o crivo do contraditório capazes de fundamentar a condenação; por...
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- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; Paciente: EDUARDO RIZZI KAUPE; Corréu: DIEGO FARIAS ALENCASTRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (sexta Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que concedeu o habeas corpus e absolveu o paciente
- Legal Topics
- Reconhecimento Fotográfico, Art. 226 Do CPP, Nulidade Da Prova, Corroboração Probatória, Absolvição
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Parties
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Agravante
EDUARDO RIZZI KAUPE
Paciente
DIEGO FARIAS ALENCASTRO
Corréu
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (sexta Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 validez do reconhecimento fotográfico realizado na fase inquisitorial
- 2 interpretação e aplicação do art. 226 do CPP
- 3 necessidade de provas independentes e colhidas sob o crivo do contraditório para sustentar condenação
Ratio Decidendi
Verificou-se que o reconhecimento fotográfico realizado na fase inquisitorial não observou os preceitos do art. 226 do CPP; as provas judicializadas da autoria (depoimentos) decorrem desse ato viciado e não existem provas independentes e colhidas sob o crivo do contraditório capazes de fundamentar a condenação; por isso, o reconhecimento é inválido e impõe-se a anulação da condenação e a absolvição do paciente, mantida pelo colegiado ao negar provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que concedeu o habeas corpus e absolveu o paciente
Orders
- Manter a decisão que concedeu habeas corpus para anular a condenação em razão da violação do art. 226 do CPP e absolver o paciente, nos termos do art. 386, VII, do CPP.
- Estender os efeitos da decisão ao corréu DIEGO FARIAS ALENCASTRO, por se encontrar na mesma situação fático-processual (art. 580 do CPP).
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