HC 974748 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido pela insuficiente instrução probatória: ausente cópia integral do inquérito e, em especial, dos documentos relativos ao reconhecimento fotográfico cuja nulidade se alega, impossibilitando o exame do alegado constrangimento ilegal; sendo o habeas corpus medida que exige prova...
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- Parties
- Paciente: GUILHERME DA ROSA FELICIANO; Interessado: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido
- Outcome
- não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Reconhecimento Fotográfico, Nulidade De Prova, Prova Pré Constituída, Coação Ilegal
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Parties
GUILHERME DA ROSA FELICIANO
Paciente
Ministério Público Federal
Interessado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 alegação de coação ilegal decorrente de reconhecimento fotográfico
- 2 instrução deficiente do habeas corpus por ausência de documentos do inquérito
- 3 necessidade de prova pré-constituída em habeas corpus que impede dilação probatória
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido pela insuficiente instrução probatória: ausente cópia integral do inquérito e, em especial, dos documentos relativos ao reconhecimento fotográfico cuja nulidade se alega, impossibilitando o exame do alegado constrangimento ilegal; sendo o habeas corpus medida que exige prova pré-constituída, decidiu-se não conhecer do pedido com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus.
Orders
- Com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO GUILHERME DA ROSA FELICIANO alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na Apelação Criminal n. 5001034-79.2024.8.24.0020. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2º-A, I, do Código Penal. A defesa aduz, em síntese, que a condenação do réu foi baseada em reconhecimento fotográfico ilegal, realizado em desacordo com o procedimento estabelecido pelo art. 226 do CPP, sem outras provas idôneas da autoria delitiva, razão pela qual requer a absolvição do réu. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus (fls. 438-441). Decido. Da análise dos autos, observo que este writ foi deficientemente instruído, pois não veio acompanhado de cópia integral do inquérito policial, sobretudo aqueles documentos que tratam dos atos de reconhecimento fotográfico cuja nulidade é defendida, o que prejudica sobremaneira a plena compreensão do caso e inviabiliza, assim, o exame do aduzido constrangimento ilegal de que o réu estaria sendo vítima. Ação constitucional de natureza mandamental, o habeas corpus tem como escopo precípuo afastar eventual ameaça ao direito de ir e vir, cuja natureza urgente exige prova pré-constituída das alegações, não comportando dilação probatória. É indispensável que o impetrante apresente elementos documentais suficientes para se permitir aferir a alegada existência de constrangimento ilegal no ato atacado na impetração. Nessa diretriz, menciono: Na espécie, deixou-se de proceder à demonstração, mediante documentação comprobatória suficiente, de que o auto de constatação de dano realizado seria inidôneo, eis que ausente a peça, cabendo ao impetrante a escorreita instrução do habeas corpus, indicando, por meio de prova pré-constituída, o alegado constrangimento ilegal.3. Habeas corpus não conhecido. (HC n. 166.551/RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª T., DJe 17/6/2013) À vista do exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus. Nada impede, porém, devido os princípios da economia e da celeridade processuais, que, caso a parte substitua as peças ilegíveis, o pedido seja considerado e analisado. Publique-se e intimem-se. EMENTA