HC 766981 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque foi impetrado após o trânsito em julgado do acórdão de apelação, sem que houvesse interposição de recurso especial ou pedido de revisão criminal, o que torna incabível o conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça de remédio que substituiria a revisão criminal, nos termos...
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- Parties
- Paciente: JOÃO VITOR GRECCO; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão Monocrática)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Reconhecimento Fotográfico, Trânsito Em Julgado, Revisão Criminal, Competência Do STJ, Preclusão
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JOÃO VITOR GRECCO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão Monocrática)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conhecimento de habeas corpus após trânsito em julgado como substituto de revisão criminal
- 2 Validade do reconhecimento fotográfico realizado em desacordo com o art. 226 do CPP
- 3 Competência do Superior Tribunal de Justiça para conhecer habeas corpus quando não há recurso especial pendente
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque foi impetrado após o trânsito em julgado do acórdão de apelação, sem que houvesse interposição de recurso especial ou pedido de revisão criminal, o que torna incabível o conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça de remédio que substituiria a revisão criminal, nos termos da jurisprudência citada e do art. 34, XX, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Liminar indeferida
- Não conheço do habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO JOÃO VITOR GRECCO alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento à Apelação Criminal n. 1500247-14.2019.8.26.0333. Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime de roubo majorado. A defesa aduz, como tese principal, que o réu foi condenado com base, tão somente, em reconhecimento fotográfico realizado em desacordo com as disposições contidas no art. 226 do CPP, motivo pelo qual requer a concessão da ordem, para que ele seja absolvido. Subsidiariamente, pleiteia a redução da pena a ele imposta. A liminar foi indeferida. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus. Decido. Este habeas corpus se insurge contra acórdão de apelação proferido em 27/5/2021. A decisão transitou em julgado, com a baixa definitiva dos autos em 24/8/2021. Este habeas corpus foi impetrado mais de 1 ano depois, em 26/8/2022; e, em consulta processual realizada na página eletrônica do TJSP, não se verifica o ajuizamento de revisão criminal. Esta Corte, em diversas ocasiões, reconheceu a impossibilidade de uso do habeas corpus concomitante à interposição de recurso especial ou em substituição à revisão criminal, posicionando-se no sentido de que "o trânsito em julgado do acórdão que julga a apelação criminal, sem que haja a inauguração da competência deste Sodalício, torna incognoscível o pedido de habeas corpus" ( AgRg no HC n. 805.183/SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, 6ª T., julgado em 12/3/2024, DJe de 15/3/2024). Apesar da ampliação do uso do remédio heroico, e sem esquecer a sua importância na defesa da liberdade de locomoção, a crescente quantidade de impetrações que, antes, deveriam ser examinadas em instâncias diversas, está prejudicando as funções constitucionais desta Corte. É notável o excessivo volume de habeas corpus, que ultrapassaram 905 mil, em detrimento da eficácia do recurso especial, o que prejudica a delimitação de teses para trazer uniformidade e previsibilidade ao sistema jurídico. Os impetrantes devem apresentar os pedidos de habeas corpus de forma adequada, direcionando-os à autoridade que tem atribuição para decidir sobre a questão, em primeiro lugar. No caso em apreço, a defesa, além de não haver interposto recurso especial, deixou de solicitar ao Tribunal de Justiça a revisão de condenação. Sem existir acórdão sobre essa questão, é incabível eventual constatação de manifesta ilegalidade em seu conteúdo. Assim, não está em curso processo que o Superior Tribunal de Justiça possa conhecer (art. 105 da CF), com a possibilidade de, durante o seu julgamento, deparar-se com irregularidade e conceder ordem de ofício (art. 654, § 2º, do CPP). Menciono, por oportuno: .. depois de já transitada em julgado a condenação, revela-se inviável, notadamente diante da incompetência deste Superior Tribunal para analisar habeas corpus substitutivo de revisão criminal, tendente a reapreciar o posicionamento exarado por Colegiado estadual .. (AgRg no HC n. 713.747/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 24/2/2022) Na mesma direção, cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas: HC n. 905.628/SP, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), DJe 17/4/2024; HC n. 905.340/SP, Rel. Ministra Daniela Teixeira, DJe 17/4/2024; HC n. 905.232/SP, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, DJe 17/4/2024; HC n. 904.932/PR, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, DJe 16/4/2024. À vista do exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus. Publique-se e intimem-se. EMENTA