HC 999515 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque o ato impugnado foi proferido monocraticamente por desembargador do Tribunal de origem e não houve esgotamento da jurisdição na instância antecedente, razão pela qual o STJ é incompetente para conhecer do writ nos termos do art. 105, I, "c", da CF e do art. 210 do Regimento...
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- Parties
- Paciente: JESSIKA RENATA VENERANDA DE LIMA; Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Impetração Perante O STJ Não Conhecida (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Reconhecimento Fotográfico, Nulidade, Exaurimento Da Instância, Competência Do STJ
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Parties
JESSIKA RENATA VENERANDA DE LIMA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Impetração Perante O STJ Não Conhecida (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 competência do STJ para conhecer de habeas corpus contra decisão monocrática de tribunal estadual sem exaurimento da instância
- 2 alegada nulidade do reconhecimento fotográfico por inobservância do art. 226 do Código de Processo Penal
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque o ato impugnado foi proferido monocraticamente por desembargador do Tribunal de origem e não houve esgotamento da jurisdição na instância antecedente, razão pela qual o STJ é incompetente para conhecer do writ nos termos do art. 105, I, "c", da CF e do art. 210 do Regimento Interno.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de JESSIKA RENATA VENERANDA DE LIMA contra acórdão prolatado pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Depreende-se dos autos que a paciente foi condenada definitivamente às penas de 5 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial semiaberto e ao pagamento de 13 dias-multa, como incursa na sanção do art. 157, § 2º, II, do Código Penal. O pedido de revisão criminal foi indeferido pelo Desembargador relator nos termos da decisão monocrática de fls. 53-59. No presente writ, a impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal, consubstanciado na alegada nulidade do reconhecimento fotográfico, que teria sido realizado, sem observância das formalidades previstas no art. 226 do Código de Processo Penal. Alega que a condenação foi baseada exclusivamente no reconhecimento reputado como ilegal. Afirma que a sentença e o acórdão do recurso de apelação seriam contrários ao texto expresso da lei penal, o que entende configurar nulidade absoluta, por entender que não haveria prova suficiente para sustentar a condenação da paciente. Requer, liminarmente, a suspensão da execução penal, com a imediata revogação da prisão da paciente. No mérito, pugna pela declaração da nulidade do reconhecimento fotográfico, com a consequente absolvição da paciente. É o relatório. O ato judicial impugnado foi proferido monocraticamente por desembargador no Tribunal de origem. Não há, portanto, deliberação colegiada sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o conhecimento do habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça, diante do não exaurimento da instância antecedente. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ATO COATOR DE DESEMBARGADORA DE TRIBUNAL ESTADUAL. INCOMPETÊNCIA DO STJ PARA APRECIAR O WRIT. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Não compete a este Superior Tribunal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática proferida por Desembargadora de Tribunal estadual. Conforme o art. 105, I, "c", da CF, compete ao STJ julgar o habeas corpus quando o coator for Tribunal sujeito à sua jurisdição. Desse modo, a matéria deveria haver sido submetida previamente ao órgão colegiado para posterior impetração de writ perante o STJ. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 878.088/BA, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 15/4/2024, DJe de 18/4/2024 - grifo próprio.) PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. RECLAMO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE DESEMBARGADOR RELATOR. WRIT MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. INOCORRÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE NO ATO IMPUGNADO. PRISÃO PREVENTIVA JUSTIFICADA PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO IMPUTADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. De acordo com o disposto no art. 105, I, c, da Constituição Federal-CF, o Superior Tribunal de Justiça não é competente para processar e julgar writ sem o devido exaurimento da jurisdição na instância antecedente, como no caso em que a defesa se insurge contra decisão monocrática da Corte de origem. .. 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 874.725/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de 13/3/2024 - grifo próprio.) Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA