HC 686317 - DECISAO
Concluiu-se pela existência de flagrante ilegalidade no acórdão recorrido porque a condenação se assentou em reconhecimento baseado em vestimenta ou reconhecimento indireto por imagens de vídeo não periciadas e sem outras provas independentes contundentes (bens subtraídos não encontrados, ausência de perícias como prosopometria ou busca de impressões digitais), além da não observância das formalidades do art. 226 do CPP; diante da insuficiência probatória para sustentar a autoria, concedeu-se, de ofício e excepcionalmente, a ordem para absolver o paciente pela inexistência de provas aptas à condenação.
- Parties
- Paciente: ANDERSON AUGUSTINHO BARBOSA SILVA; Vítima: ANTONIO JORGE SALUM NETO; Tribunal a Quo: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Órgão Ministerial: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão Definitiva (ordem Concedida De Ofício E Não Conhecimento Do Writ Como Substitutivo)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para absolver o paciente pela inexistência de provas aptas à condenação; impetração não conhecida como substitutiva de revisão criminal, mas, excepcionalmente, ordem concedida no mérito.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Prova Testemunhal E Testemunho Policial, Prova Por Imagem (vídeo), Artigo 226 Do Código De Processo Penal, Habeas Corpus Como Substitutivo De Recurso, Insuficiência De Prova, Absolvição
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ANDERSON AUGUSTINHO BARBOSA SILVA
Paciente
ANTONIO JORGE SALUM NETO
Vítima
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Tribunal a Quo
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão Definitiva (ordem Concedida De Ofício E Não Conhecimento Do Writ Como Substitutivo)
Legal Issues
- 1 validade do reconhecimento de pessoa realizado na fase inquisitorial (fotografias/vídeo)
- 2 observância das formalidades do art. 226 do CPP
- 3 suficiência de provas para sustentar condenação penal
Ratio Decidendi
Concluiu-se pela existência de flagrante ilegalidade no acórdão recorrido porque a condenação se assentou em reconhecimento baseado em vestimenta ou reconhecimento indireto por imagens de vídeo não periciadas e sem outras provas independentes contundentes (bens subtraídos não encontrados, ausência de perícias como prosopometria ou busca de impressões digitais), além da não observância das formalidades do art. 226 do CPP; diante da insuficiência probatória para sustentar a autoria, concedeu-se, de ofício e excepcionalmente, a ordem para absolver o paciente pela inexistência de provas aptas à condenação.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para absolver o paciente pela inexistência de provas aptas à condenação; impetração não conhecida como substitutiva de revisão criminal, mas, excepcionalmente, ordem concedida no mérito.
Orders
- Concedo a ordem, excepcionalmente no caso concreto, de ofício, para absolver o paciente pela inexistência de provas aptas à condenação.
- Intime-se, com urgência, a origem.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment