HC 804387 - DECISAO
Concluiu-se que, embora o reconhecimento policial apresentasse vícios formais, a condenação não se apoia exclusivamente nesse reconhecimento, pois há provas independentes e idôneas (reconhecimento presencial, descrição de característica física — mancha no pescoço — e imagens de circuito de vigilância) que corroboram a autoria, de modo que a condenação deve ser mantida; contudo, em razão da revogação da majorante pelo emprego de arma branca pela Lei n. 13.654/2018 e aplicação da lei mais benéfica, a pena definitiva foi readequada para 6 anos e 8 meses de reclusão, mantendo-se os demais termos do acórdão.
- Parties
- Paciente: ANDRÉ LUÍS DANTAS GONÇALVES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem parcialmente concedida para readequar a pena definitiva para 6 anos e 8 meses de reclusão; mantidos os demais termos do acórdão.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Nulidade De Prova, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Reincidência, Concurso De Agentes, Emprego De Arma Branca, Retroatividade Da Lei Penal Mais Benéfica
Case Brief
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Parties
ANDRÉ LUÍS DANTAS GONÇALVES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 observância do art. 226 do Código de Processo Penal no reconhecimento pessoal e fotográfico
- 2 inadmissibilidade do reconhecimento fotográfico viciado como única prova
- 3 corroboracão probatória necessária para manutenção da condenação
Ratio Decidendi
Concluiu-se que, embora o reconhecimento policial apresentasse vícios formais, a condenação não se apoia exclusivamente nesse reconhecimento, pois há provas independentes e idôneas (reconhecimento presencial, descrição de característica física — mancha no pescoço — e imagens de circuito de vigilância) que corroboram a autoria, de modo que a condenação deve ser mantida; contudo, em razão da revogação da majorante pelo emprego de arma branca pela Lei n. 13.654/2018 e aplicação da lei mais benéfica, a pena definitiva foi readequada para 6 anos e 8 meses de reclusão, mantendo-se os demais termos do acórdão.
Court Disposition
Ordem parcialmente concedida para readequar a pena definitiva para 6 anos e 8 meses de reclusão; mantidos os demais termos do acórdão.
Orders
- Readequar a pena definitiva para 6 anos e 8 meses de reclusão
- Manter os demais termos do acórdão
Full Case Text
Judgment text and source record
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