HC 750908 - DECISAO
Concedeu-se a ordem porque a condenação do paciente assentou-se exclusivamente no reconhecimento fotográfico realizado na fase inquisitorial, sem observância das formalidades do art. 226 do CPP e sem outras provas independentes aptas a corroborar a autoria; assim, o reconhecimento é nulo e impõe-se a absolvição, nos termos do art. 386, VII, do CPP.
- Parties
- Paciente: Bruno de Souza Pereira; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Ordem Concedida
- Outcome
- Ordem concedida
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Reconhecimento Fotográfico, Art. 226 Do CPP, Nulidade Da Prova, Habeas Corpus, Prova Testemunhal
Case Brief
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Parties
Bruno de Souza Pereira
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Ordem Concedida
Legal Issues
- 1 Violação do art. 226 do Código de Processo Penal no reconhecimento fotográfico
- 2 Se reconhecimento fotográfico, sem observância do art. 226, pode fundamentar condenação
- 3 Necessidade de prova independente e autônoma para corroborar reconhecimento
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem porque a condenação do paciente assentou-se exclusivamente no reconhecimento fotográfico realizado na fase inquisitorial, sem observância das formalidades do art. 226 do CPP e sem outras provas independentes aptas a corroborar a autoria; assim, o reconhecimento é nulo e impõe-se a absolvição, nos termos do art. 386, VII, do CPP.
Court Disposition
Ordem concedida
Orders
- Reconhecer a nulidade do reconhecimento pessoal do paciente
- Absolver o paciente nos autos do Processo n. 001/2.18.0008043-1 (CNJ:.0000622-28.2018.8.21.5001)
Full Case Text
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