HC 878785 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o reconhecimento pessoal/fotográfico, realizado na fase inquisitorial e ratificado em juízo, não foi corroborado por outras provas independentes, o que tornou o conjunto probatório frágil e insuficiente para sustentar a condenação; a observância do art. 226 do CPP e a necessidade de corroboração foram determinantes para reconhecer a nulidade da prova viciada e manter a ordem concedida pelo habeas corpus em hipótese de flagrante ilegalidade.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Agravado: Luciano
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgado Pela Sexta Turma (decisão Colegiada), Agravo Regimental Desprovido
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que concedeu a ordem no habeas corpus
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Reconhecimento Fotográfico, Art. 226 Do CPP, Nulidade Da Prova, Corroboração Por Outras Provas, Roubo Majorado, Fragilidade Epistêmica, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
Luciano
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgado Pela Sexta Turma (decisão Colegiada), Agravo Regimental Desprovido
Legal Issues
- 1 É obrigatória a observância do art. 226 do CPP para validade do reconhecimento de pessoa; a inobservância pode tornar a prova inválida
- 2 Se o reconhecimento, ainda que ratificado em juízo, não for corroborado por outras provas independentes, não pode, por si só, formar convicção sobre a autoria
- 3 Se há flagrante ilegalidade capaz de gerar constrangimento ilegal é possível o manejo de habeas corpus mesmo frente a decisões transitadas em julgado em casos excepcionais
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o reconhecimento pessoal/fotográfico, realizado na fase inquisitorial e ratificado em juízo, não foi corroborado por outras provas independentes, o que tornou o conjunto probatório frágil e insuficiente para sustentar a condenação; a observância do art. 226 do CPP e a necessidade de corroboração foram determinantes para reconhecer a nulidade da prova viciada e manter a ordem concedida pelo habeas corpus em hipótese de flagrante ilegalidade.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que concedeu a ordem no habeas corpus
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Full Case Text
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