AREsp 2488700 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido manteve a condenação com fundamento em elementos de prova não impugnados nas razões recursais (prisão em flagrante pouco tempo após a subtração, posse da motocicleta da vítima e depoimentos policiais), de modo que a ausência de...
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- Parties
- Agravante: MIZAEL TAVARES CARVALHO; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Conhecida Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Recurso Especial, Súmula 7 Do STJ, Súmula 283 Do STF, Prisão Em Flagrante, Prova Testemunhal, Dever De Dialeticidade
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Parties
MIZAEL TAVARES CARVALHO
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Conhecida Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 nulidade do reconhecimento pessoal e sua repercussão probatória
- 3 impedimento de reexame de matéria fático-probatória (Súmula n. 7 do STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido manteve a condenação com fundamento em elementos de prova não impugnados nas razões recursais (prisão em flagrante pouco tempo após a subtração, posse da motocicleta da vítima e depoimentos policiais), de modo que a ausência de enfrentamento desses pontos caracteriza inobservância do dever de dialeticidade, obstando a apreciação direta desta Corte, nos termos da Súmula n. 283 do STF e da vedação ao reexame fático probatório prevista na Súmula n. 7 do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO MIZAEL TAVARES CARVALHO agrava da decisão que inadmitiu seu recurso especial, interposto com base no art. 105, III, "a", da CF, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins na Apelação Criminal n. 0032847-28.2019.8.27.2729. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 7 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 157, §§ 2º, II, e 2º-A, I, do Código Penal. Nas razões do recurso especial, foi apontada a violação do art. 226, I, II e IV, do CPP. A defesa aduz, em síntese, que a condenação se baseou apenas em reconhecimento pessoal nulo, feito em desconformidade com o procedimento legal, razão pela qual requer a absolvição do réu A Corte de origem não admitiu o recurso, em razão do óbice previsto na Súmula n. 7 do STJ, o que ensejou a interposição deste agravo. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo (fls. 332-336). Decido. I. Admissibilidade O agravo é tempestivo e a defesa impugnou o fundamento da decisão que inadmitiu o recurso especial. O recurso especial é igualmente tempestivo, mas não merece conhecimento. O recorrente assevera que a ilegalidade do reconhecimento conduz à absolvição, porque retira todo o suporte probatório para a condenação. Entretanto, observo que o acórdão recorrido manteve a condenação também com base em outros fundamentos que não foram nem sequer mencionados nas razões recursais, notadamente a prisão em flagrante delito do recorrente, pouco tempo depois da subtração (cerca de 30 minutos) e na posse da motocicleta da vítima, além dos depoimentos dos policiais responsáveis por sua abordagem. Assim, não cumprido o dever de dialeticidade das razões recursais, é inviável a apreciação da matéria diretamente por esta Corte Superior de Justiça, a teor da Súmula n. 283 do STF. II. Dispositivo À vista do exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA