HC 1069371 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque a condenação transitou em julgado e a via não pode ser usada como substitutivo de revisão criminal; ademais, não se identificou ilegalidade flagrante a ser sanada de ofício, pois o Tribunal de origem examinou o reconhecimento pessoal e concluiu pela confiabilidade da identificação (vítima em contato prolongado) e indicou existência de provas autônomas que sustentam a condenação; por fim, aplicam-se precedentes que delimitam a invalidade do reconhecimento em desacordo com art. 226 do CPP, sem prejuízo de convicção fundada em provas independentes, e entende-se que não há consunção entre roubo e extorsão quando atos têm consumação autônoma.
- Parties
- Impetrante: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Paciente: MATHEUS PARDINHO DE SOUZA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- writ não conhecido
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Revisão Criminal, Dosimetria Da Pena, Trânsito Em Julgado, Princípio Da Consunção, Prova Irrepetível
Case Brief
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Parties
DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Impetrante
MATHEUS PARDINHO DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de habeas corpus como substitutivo de revisão criminal após trânsito em julgado
- 2 Validade do reconhecimento pessoal conforme art. 226 do CPP
- 3 Aplicabilidade do princípio da consunção entre roubo e extorsão
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque a condenação transitou em julgado e a via não pode ser usada como substitutivo de revisão criminal; ademais, não se identificou ilegalidade flagrante a ser sanada de ofício, pois o Tribunal de origem examinou o reconhecimento pessoal e concluiu pela confiabilidade da identificação (vítima em contato prolongado) e indicou existência de provas autônomas que sustentam a condenação; por fim, aplicam-se precedentes que delimitam a invalidade do reconhecimento em desacordo com art. 226 do CPP, sem prejuízo de convicção fundada em provas independentes, e entende-se que não há consunção entre roubo e extorsão quando atos têm consumação autônoma.
Court Disposition
writ não conhecido
Orders
- Não conheço da impetração.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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