HC 1077347 - ACORDAO
Não há flagrante ilegalidade a justificar conhecimento do habeas corpus; a condenação foi fundada em conjunto probatório robusto e autônomo (prisão em flagrante com posse da res furtiva, reconhecimento em juízo, descrição das vestes e depoimentos policiais), eventual vício no reconhecimento policial pelo descumprimento do art. 226 do CPP não prejudicou a defesa nos termos do art. 563 do CPP, e a conduta de constranger a vítima a fornecer a senha do celular após o roubo caracteriza extorsão qualificada autônoma; ademais, o reexame do conjunto probatório é vedado na via estreita do habeas corpus.
- Parties
- Agravante: GEOVANE GONCALVES BALBINO DA SILVA; Ministério Público: Ministério Público do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 May 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento (quinta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão que não conheceu do habeas corpus e preservou a condenação pelos crimes de roubo majorado e extorsão qualificada, em concurso material.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal, Art. 226 CPP, Extorsão Qualificada, Roubo Majorado, Concurso Material, Nulidade De Prova, Habeas Corpus, Súmula 96 Do STJ
Case Brief
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Parties
GEOVANE GONCALVES BALBINO DA SILVA
Agravante
Ministério Público do Estado de São Paulo
Ministério Público
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento (quinta Turma)
Legal Issues
- 1 se a inobservância das formalidades do art. 226 do CPP no reconhecimento realizado na delegacia acarreta nulidade da prova e consequente absolvição diante do conjunto probatório
- 2 se a conduta de, após consumado o roubo do aparelho celular, constranger a vítima a fornecer a senha para tentativa de acesso a aplicativo bancário configura extorsão qualificada autônoma
- 3 se o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório para afastar autoria ou tipicidade é compatível com a via estreita do habeas corpus
Ratio Decidendi
Não há flagrante ilegalidade a justificar conhecimento do habeas corpus; a condenação foi fundada em conjunto probatório robusto e autônomo (prisão em flagrante com posse da res furtiva, reconhecimento em juízo, descrição das vestes e depoimentos policiais), eventual vício no reconhecimento policial pelo descumprimento do art. 226 do CPP não prejudicou a defesa nos termos do art. 563 do CPP, e a conduta de constranger a vítima a fornecer a senha do celular após o roubo caracteriza extorsão qualificada autônoma; ademais, o reexame do conjunto probatório é vedado na via estreita do habeas corpus.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão que não conheceu do habeas corpus e preservou a condenação pelos crimes de roubo majorado e extorsão qualificada, em concurso material.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
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