AREsp 2742650 - DECISAO
Conhecido o agravo, a Corte negou provimento ao recurso especial porque, ainda que haja questão sobre observância estrita do art. 226 do CPP quanto ao reconhecimento pessoal do recorrente, a condenação não repousou exclusivamente nesse ato: existiram provas independentes e judicializadas (apreensão de pulseira de propriedade da vítima em poder do recorrente, numerário, veículo usado no crime, fotografias no celular e depoimentos policiais), de modo que a alteração da conclusão exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; a detração é matéria de competência do juízo da execução.
- Parties
- Agravante/recorrente: LEONARDO ARAUJO MEDEIROS; Vítima: Ivone Kraide Cuba; Testemunha (policial Militar): Antônio Carlos de Souza; Testemunha (policial Militar): Iraci Gomes do Nascimento; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (conhecimento Do Agravo; Negado Provimento Ao Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal (art. 226 Do Cpp), Nulidade Da Prova Por Inobservância De Rito, Estelionato Contra Vítima Idosa, Detração De Pena, Súmula 7/stj, Prova Material E Testemunhal
Case Brief
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Parties
LEONARDO ARAUJO MEDEIROS
Agravante/recorrente
Ivone Kraide Cuba
Vítima
Antônio Carlos de Souza
Testemunha (policial Militar)
Iraci Gomes do Nascimento
Testemunha (policial Militar)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Tribunal De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (conhecimento Do Agravo; Negado Provimento Ao Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 obervância do art. 226 do CPP no reconhecimento da vítima
- 2 se o reconhecimento viciado pode servir de lastro para condenação quando existem outras provas
- 3 aplicabilidade da Súmula 7/STJ para reexame dos fatos
Ratio Decidendi
Conhecido o agravo, a Corte negou provimento ao recurso especial porque, ainda que haja questão sobre observância estrita do art. 226 do CPP quanto ao reconhecimento pessoal do recorrente, a condenação não repousou exclusivamente nesse ato: existiram provas independentes e judicializadas (apreensão de pulseira de propriedade da vítima em poder do recorrente, numerário, veículo usado no crime, fotografias no celular e depoimentos policiais), de modo que a alteração da conclusão exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; a detração é matéria de competência do juízo da execução.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo com fundamento no art. 253, parágrafo único, II, "b", do RISTJ; nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
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