AREsp 2862039 - DECISAO
Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento porque o Tribunal de origem demonstrou que a condenação do agravante está apoiada em provas autônomas e corroboradoras (auto de prisão em flagrante, boletim de ocorrência, auto de exibição e apreensão, fotografia, depoimentos policiais e declarações da vítima), de modo que eventual irregularidade no reconhecimento pessoal previsto no art. 226 do CPP não acarreta nulidade da condenação; ademais, questões que demandam reexame do conjunto fático-probatório são vedadas em recurso especial nos termos da Súmula 7 do STJ, e algumas alegações defensivas padecem de deficiência de fundamentação atraindo a Súmula 284 do STF.
- Parties
- Agravante: UBERDAN MOREIRA MACHADO; Parte Contrária: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Conhecido Em Parte E Negado Provimento
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nesta extensão, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Reconhecimento Pessoal (art. 226 Do Cpp), Insuficiência De Provas / in Dubio Pro Reo (art. 386, VII, Cpp), Provas Autônomas Que Corroboram Autoria, Súmula 7 Do STJ (vedação Ao Reexame De Provas), Súmula 284 Do STF (deficiência De Fundamentação), Súmula 568 Do STJ
Case Brief
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Parties
UBERDAN MOREIRA MACHADO
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Parte Contrária
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Conhecido Em Parte E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 validação ou nulidade do reconhecimento pessoal realizado em desacordo com o art. 226 do CPP
- 2 existência de provas autônomas suficientes para fundamentar condenação independentemente do reconhecimento
- 3 incidência da Súmula 7 do STJ para vedar reexame do conjunto fático-probatório
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento porque o Tribunal de origem demonstrou que a condenação do agravante está apoiada em provas autônomas e corroboradoras (auto de prisão em flagrante, boletim de ocorrência, auto de exibição e apreensão, fotografia, depoimentos policiais e declarações da vítima), de modo que eventual irregularidade no reconhecimento pessoal previsto no art. 226 do CPP não acarreta nulidade da condenação; ademais, questões que demandam reexame do conjunto fático-probatório são vedadas em recurso especial nos termos da Súmula 7 do STJ, e algumas alegações defensivas padecem de deficiência de fundamentação atraindo a Súmula 284 do STF.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nesta extensão, negar-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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