AREsp 1019512 - DECISAO
O mero decurso do prazo de suspensão previsto no art. 6º, § 4º, da Lei 11.101/2005 não autoriza automaticamente a expropriação de bens fiduciários; cabe ao Tribunal de origem (e, em especial, ao juízo da recuperação) avaliar concretamente se a retirada do bem ofende o princípio da preservação da empresa e a essencialidade do bem para o plano de recuperação, nos termos da jurisprudência do STJ, razão pela qual se deu provimento para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que julgue o mérito da apelação.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Pedido De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Julgamento Do Mérito Da Apelação
- Outcome
- Doup o provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para julgar o mérito da apelação, nos termos da jurisprudência do STJ.
- Legal Topics
- Recuperação Judicial, Busca E Apreensão, Alienação Fiduciária, Essencialidade De Bens, Preservação Da Empresa, Competência Do Juízo Da Recuperação, Súmula 7 Do STJ, Súmula 568/stj
Case Brief
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Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Pedido De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Julgamento Do Mérito Da Apelação
Legal Issues
- 1 Se o decurso do prazo de suspensão previsto no art. 6º, § 4º, da Lei 11.101/2005 autoriza automaticamente a retomada/expropriação de bens fiduciários
- 2 Se bens essenciais à atividade empresarial podem ser retirados/vendidos por credor fiduciário mesmo após o prazo de suspensão
- 3 Qual é a competência para aferir a essencialidade dos bens: juízo da recuperação ou juízo expropriatório
Ratio Decidendi
O mero decurso do prazo de suspensão previsto no art. 6º, § 4º, da Lei 11.101/2005 não autoriza automaticamente a expropriação de bens fiduciários; cabe ao Tribunal de origem (e, em especial, ao juízo da recuperação) avaliar concretamente se a retirada do bem ofende o princípio da preservação da empresa e a essencialidade do bem para o plano de recuperação, nos termos da jurisprudência do STJ, razão pela qual se deu provimento para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que julgue o mérito da apelação.
Court Disposition
Doup o provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para julgar o mérito da apelação, nos termos da jurisprudência do STJ.
Orders
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para julgar o mérito da apelação
- Publique-se e intimem-se
Full Case Text
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