REsp 2219224 - DECISAO

REsp 2219224 - DECISAO

Negou-se provimento ao recurso especial porque a jurisprudência dominante do STJ estabelece que o deferimento da recuperação judicial não implica suspensão automática das execuções fiscais; cabe ao juízo da execução fiscal promover atos constritivos, comunicando-os ao juízo da recuperação judicial, e cabe a este último avaliar posteriormente a manutenção, substituição ou anulação dessas medidas, nos termos da Lei n. 11.101/2005 e do art. 69 do CPC/2015; ademais, a preferência prevista em Lei n. 6.830/1980, §4º do art.4º, alcança créditos não tributários inscritos em dívida ativa.

Parties
Recorrente: VIPLAN VIAÇÃO PLANALTO LIMITADA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
05 August 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator Recurso Conhecido E Negado Provimento
Outcome
Nego provimento ao Recurso Especial
Legal Topics
Recuperação Judicial, Execução Fiscal, Atos Constritivos (penhora E Medidas De Constrição), Competência Entre Juízo Da Execução Fiscal E Juízo Da Recuperação Judicial, Cooperação Jurisdicional (art. 69 Cpc/2015), Preferência De Créditos Inscritos Em Dívida Ativa

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 3 Authorities cited 24 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

VIPLAN VIAÇÃO PLANALTO LIMITADA

Recorrente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator Recurso Conhecido E Negado Provimento

  1. 1 Se o deferimento da recuperação judicial suspende execuções fiscais
  2. 2 Qual é a competência para determinar atos constritivos e para controlá-los quando há recuperação judicial
  3. 3 Se créditos inscritos em dívida ativa, tributários ou não, têm preferência e não se submetem aos efeitos do plano de recuperação judicial

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao recurso especial porque a jurisprudência dominante do STJ estabelece que o deferimento da recuperação judicial não implica suspensão automática das execuções fiscais; cabe ao juízo da execução fiscal promover atos constritivos, comunicando-os ao juízo da recuperação judicial, e cabe a este último avaliar posteriormente a manutenção, substituição ou anulação dessas medidas, nos termos da Lei n. 11.101/2005 e do art. 69 do CPC/2015; ademais, a preferência prevista em Lei n. 6.830/1980, §4º do art.4º, alcança créditos não tributários inscritos em dívida ativa.

Court Disposition

Nego provimento ao Recurso Especial

Orders

  • Nego provimento ao Recurso Especial
  • Publique-se e intimem-se.