AREsp 1742260 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a alegação de violação aos arts. 6º e 52, III da Lei n. 11.101/2005 não foi fundamentada de modo a demonstrar relação com a questão do trânsito em julgado indicada pelas recorrentes (aplicando-se a Súmula 284/STF), e porque, no mérito fático apurado na instância de origem, não há...
Source-derived case information.
- Parties
- Executada: Azurita Empreendimentos SPE Ltda.; Agravante: Cosil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Interposição Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Recuperação Judicial, Suspensão Do Processo, Penhora, Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf
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Parties
Azurita Empreendimentos SPE Ltda.
Executada
Cosil
Agravante
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Interposição Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade dos arts. 6º e 52, III, da Lei n. 11.101/2005 à suspensão da execução
- 2 Incidência da Súmula n. 7/STJ na vedação ao revolvimento fático-probatório
- 3 Aplicação da Súmula n. 284/STF em caso de deficiência de fundamentação recursal
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a alegação de violação aos arts. 6º e 52, III da Lei n. 11.101/2005 não foi fundamentada de modo a demonstrar relação com a questão do trânsito em julgado indicada pelas recorrentes (aplicando-se a Súmula 284/STF), e porque, no mérito fático apurado na instância de origem, não há impedimento para a constrição dos bens da Azurita diante da sua exclusão do processo de recuperação e do decurso do 'stay period' de 180 dias, sendo vedado ao STJ revolver questões fático-probatórias (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo nos próprios autos (CPC/2015, art. 1.042) interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por inexistência de violação de lei federal eincidência da Súmula n. 7 do STJ (e-STJ fls. 985/986). O acórdão recorrido está assim ementado (e-STJ fl. 803): Agravo de Instrumento. Ação de rescisão contratual em fase de cumprimento de sentença Decisão que determinou a penhora de bens da executada Azurita Agravantes que pretendem a suspensão do curso da execução em virtude do ajuizamento de recuperação judicial Recurso que não deve ser conhecido em relação à agravante Cosil, eis que não integra o polo passivo da execução Ausência de impedimento para constrição de bens da executada Azurita que foi excluída do processo de recuperação judicial Manutenção da decisão agravada. Nega-se provimento ao recurso, na parte conhecida. Os embargos de declaração foram rejeitados(e-STJ fls. 975/980). No especial (e-STJ fls. 815/824), fundamentado no art. 105, III, "a", da CF, as recorrentes alegaramofensa aos arts. 6º e 52, III, da Lei n. 11.101/2005,sustentando, em síntese, a necessidade de afastamento da penhora e de sobrestamento do feito, considerando a inexistência de trânsito em julgado da decisão do TJSPque determinou a exclusão de algumas empresas do plano de recuperação. No agravo (e-STJ fls. 989/995), afirma a presença de todos os requisitos de admissibilidade do especial. Foi apresentada contraminuta (e-STJ fls. 1.023/.1.031). É o relatório. Decido. Asrecorrentes apontam negativa de vigência dos arts. 6º e 52, III, da Lei n. 11.101/2005, dispositivos que disciplinam a suspensão da demanda no casoprocessamento da recuperação judicial. Entretanto, ao aduzir violação da referida norma, as recorrentes asseveram a inexistência de trânsito em julgado, argumentoque não guarda nenhumarelação com os dispositivos legaistido por afrontados. Nesse contexto, observa-se que os referidos comandos de lei possuemdisciplina legal dissociadadas razões recursais a ele relacionadas, o que impossibilita a compreensão da controvérsia arguida nos autos, ante a deficiência na fundamentação recursal. Incidente, portanto, a Súmula n. 284/STF. Além do mais, extraem-se as seguintes razões de decidir do aresto impugnado (e-STJ fl. 812): Com relação à Azurita Empreendimentos SPE Ltda. não há impedimento para prosseguimento da execução e constrição de seus bens, uma vez já ultrapassado o "stay period" de 180 dias (fls. 61/67 do cumprimento de sentença) e determinada a sua exclusão do processo de recuperação judicial (fls. 80 do cumprimento de sentença). Ultrapassar a conclusão da instância de origem a fim de analisar as condições no caso concreto, com fito de autorizar a suspensão do processo, demandaria inegável revolvimento fático-probatório, o que é vedado pelo teor da Súmula n. 7/STJ. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo. Publique-se e intimem-se.