AREsp 2607909 - DECISAO
O tribunal considerou que não houve omissão capaz de ensejar negativa de prestação jurisdicional, pois o acórdão enfrentou a controvérsia de forma suficiente; ademais, a recorrente deixou de impugnar especificamente o fundamento autônomo de que, quando opostos os embargos, a Portos RS ainda não estava constituída e a SUPRG não foi obrigada a apresentar garantia, violando o princípio da dialeticidade, o que impede o acolhimento do recurso e autoriza, por analogia, aplicação das Súmulas 283 e 284 do STF para negar provimento.
- Parties
- Agravante: ANTAQ; Agravada: Empresa Portos RS; Executada Originária: Superintendência do Porto de Rio Grande - SUPRG
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 July 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão (conhecimento Parcial E Negar Provimento)
- Outcome
- Conheço do Agravo para conhecer parcialmente do Recurso Especial quanto à violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Recurso Especial, Agravo Regimental, Embargos À Execução, Garantia Na Execução Fiscal, Princípio Da Dialeticidade, Omissão/embargos De Declaração
Case Brief
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Parties
ANTAQ
Agravante
Empresa Portos RS
Agravada
Superintendência do Porto de Rio Grande - SUPRG
Executada Originária
Procedural Posture
Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão (conhecimento Parcial E Negar Provimento)
Legal Issues
- 1 Se houve negativa de prestação jurisdicional por omissão no acórdão (art. 1.022 do CPC)
- 2 Se era obrigatória a apresentação de garantia para prosseguimento da execução fiscal após alteração da natureza jurídica da executada (art. 15, II, da Lei 6.830/1980; art. 919, §5º, CPC)
- 3 Se a decisão do tribunal a quo afrontou o dever de enfrentamento dos argumentos das partes (princípio da dialeticidade)
Ratio Decidendi
O tribunal considerou que não houve omissão capaz de ensejar negativa de prestação jurisdicional, pois o acórdão enfrentou a controvérsia de forma suficiente; ademais, a recorrente deixou de impugnar especificamente o fundamento autônomo de que, quando opostos os embargos, a Portos RS ainda não estava constituída e a SUPRG não foi obrigada a apresentar garantia, violando o princípio da dialeticidade, o que impede o acolhimento do recurso e autoriza, por analogia, aplicação das Súmulas 283 e 284 do STF para negar provimento.
Court Disposition
Conheço do Agravo para conhecer parcialmente do Recurso Especial quanto à violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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