REsp 1880712 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque o recurso especial do INSS trata de matéria que foi formalmente afetada ao rito dos recursos repetitivos pela Primeira Seção do STJ (REsp 1.882.236RS, 1.893.709/RS e 1.894.666/RS). Em observância à economia processual e à finalidade do CPC/2015, determinou-se a devolução...
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- Parties
- Agravante: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação (art. 1.021, § 2º, Cpc) E Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Sobrestamento Aguardando Julgamento De Recurso Repetitivo
- Outcome
- Decisão monocrática reconsiderada e tornada sem efeito; determinação de devolução dos autos ao Tribunal de origem e sobrestamento até a publicação do acórdão no recurso representativo da controvérsia; aplicação do art. 1.040, I e II, do CPC/2015 quanto ao seguimento ou reexame do recurso especial após publicação.
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Remessa Necessária, Iliquidez Do Título, Recurso Especial, Agravo Interno, Devolução Ao Tribunal De Origem, Juízo De Retratação
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Parties
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação (art. 1.021, § 2º, Cpc) E Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Sobrestamento Aguardando Julgamento De Recurso Repetitivo
Legal Issues
- 1 Definir se a demanda previdenciária cujo valor da condenação seja aferível por simples cálculos aritméticos deve ser dispensada da remessa necessária, quando for possível estimar que será inferior ao montante previsto no artigo 496, § 3º, inc. I do Código de Processo Civil.
- 2 Existe iliquidez do título quando o proveito econômico obtido na demanda pode ser aferido por meros cálculos aritméticos?
- 3 Procedimentalmente, deve o processo ser devolvido ao tribunal de origem e sobrestado quando a matéria foi afetada ao rito dos recursos repetitivos?
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão monocrática porque o recurso especial do INSS trata de matéria que foi formalmente afetada ao rito dos recursos repetitivos pela Primeira Seção do STJ (REsp 1.882.236RS, 1.893.709/RS e 1.894.666/RS). Em observância à economia processual e à finalidade do CPC/2015, determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem e seu sobrestamento até a publicação do acórdão no recurso representativo da controvérsia, aplicando-se o procedimento previsto no RISTJ e no CPC/2015, com as consequências previstas no art. 1.040, I e II do CPC/2015.
Court Disposition
Decisão monocrática reconsiderada e tornada sem efeito; determinação de devolução dos autos ao Tribunal de origem e sobrestamento até a publicação do acórdão no recurso representativo da controvérsia; aplicação do art. 1.040, I e II, do CPC/2015 quanto ao seguimento ou reexame do recurso especial após publicação.
Orders
- Reconsiderar a decisão de fls. 311/313, tornando-a sem efeito.
- Determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com baixa, para que fiquem sobrestados até a publicação do acórdão a ser proferido no recurso representativo da controvérsia.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, desafiando decisão monocrática de minha lavra, às fls. 311/313, que negou provimento ao recurso especial, ao entendimento de que o acórdão recorrido foi proferido em consonância com o atual entendimento desta Corte, no sentido de que não há falar em iliquidez do título, quando o proveito econômico obtido na demanda possa ser aferido por meros cálculos aritméticos. Inconformada, a parte agravante sustenta que "A matéria não está pacificada nas Turmas de Direito Público do STJ". É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Melhor compulsando os autos, exercendo o juízo de retratação facultado pelo art. 1.021, § 2º, do CPC, e 259 do RISTJ, reconsidero a decisão de fls. 311/313, tornando-a sem efeito. Isso porque, o recurso especial interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DOSEGURO SOCIAL - INSS, contém discussão sobre matéria que foi afetada pelaPrimeira Seção do STJ ao rito dos recursos especais repetitivos (REsp1.882.236RS, 1.893.709/RS e 1.894.666/RS, da relatoria do Min. OGFERNANDES, estando submetida a julgamento a seguinte questão: "Definir sea demanda previdenciária cujo valor da condenação seja aferível porsimples cálculos aritméticos deve ser dispensada da remessa necessária,quando for possível estimar que será inferior ao montante previsto noartigo 496, § 3º, inc. I do Código de Processo Civil." Assim, mostra-se conveniente, em observância ao princípio da economiaprocessual e à própria finalidade do CPC/2015, determinar o retorno dosautos à origem, onde ficarão sobrestados até a publicação do acórdão a serproferido nos autos do recurso representativo da controvérsia. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMULAÇÃODE CLÁUSULA PENAL E LUCROS CESSANTES. MATÉRIA AFETADA À SISTEMÁTICA DOSRECURSOS REPETITIVOS. DECISÃO IRRECORRÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1.Verificada a identidade das questões discutidas no recurso especial e nosrecursos representativos de controvérsia, deve ser observado oprocedimento previsto no art. 256-L do RISTJ, o qual, para os recursosdistribuídos, determina a devolução dos autos à Corte de origem, a fim deque ali aguardem, suspensos, o julgamento definitivo da matériarepetitiva. 2. Conforme entendimento sedimentado no STJ, é irrecorrível a decisão quedetermina a devolução dos autos ao Tribunal de origem, a fim de aguardar o julgamento de matéria submetida ao rito dos recursos repetitivos. Precedentes. 3. Agravo interno não conhecido. (AgInt no AREsp 411.892/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,QUARTA TURMA, DJe 20/10/2017) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DEDECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE TRIBUTAÇÃODO PIS E DA COFINS. MATÉRIA AFETADA COMO TEMA REPETITIVO. NECESSÁRIADEVOLUÇÃO AO TRIBUNAL DE ORIGEM. PRECEDENTES 1. O tema afetado no Superior Tribunal de Justiça faz referência aoconceito de insumo para definir o direito ou não ao creditamento do PIS eda COFINS, nos termos das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. 2. Muitoembora a contribuinte busque estender uma hipótese de creditamentoprevista em tratados internacionais para não cumulatividade àscontribuições do PIS e da COFINS na importação, observa-se claramente que a controvérsia perpassa pelo conceito de insumo, pois a Corte localescorou-se na omissão das leis acerca de tal conceito para negar o direitopostulado. 3. Encontrando-se a matéria afetada ao rito dos recursosrepetitivos, por medida de economia processual e para evitar decisõesdissonantes, os recursos que tratam da mesma controvérsia no STJ devemaguardar, no Tribunal de origem, a solução no recurso especial afetado,viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelos arts.1.039 e 1.040 do CPC/2015. Em situações semelhantes, os precedentes: AgIntno AgInt no REsp 1.603.061/SC, Rel. Ministro Sérgio Kukina, PrimeiraTurma, DJe 28/6/2017; AgInt no AgInt no REsp 1.366.363/ES, de minharelatoria, Segunda Turma, DJe 23/8/2017; EDcl no AgInt no AgRg no REsp1.399.836/SC, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe3/8/2017. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AgRg nos EDcl no REsp 1345683/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES,SEGUNDA TURMA, DJe 11/10/2017) ANTE O EXPOSTO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, coma respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferidono recurso representativo da controvérsia, o apelo especial: I) tenhaseguimento negado na hipótese de o recorrido coincidir com a orientação doSuperior Tribunal de Justiça; II) seja novamente examinado pelo Tribunalde origem, caso o aresto hostilizado divirja do entendimento firmado nestaCorte (artigo 1.040, I e II, do CPC/2015). Observa-se, ainda, que, de acordo com o artigo 1.041, § 2º, do referidodiploma legal, "quando ocorrer a hipótese do inciso II do caput do art.1.040 e o recurso versar sobre outras questões, caberá ao presidente ou aovice-presidente do Tribunal recorrido, depois do reexame pelo órgão deorigem e independentemente de ratificação do recurso, sendo positivo ojuízo de admissibilidade, determinar a remessa do recurso ao tribunalsuperior para julgamento das demais questões", cuja diretriz metodológica,por certo, deve alcançar também aqueles feitos que já tenham ascendido aoSTJ. Publique-se.