AREsp 1927443 - DECISAO
Reconsiderando a decisão agravada, o Relator determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem e seu sobrestamento até a publicação dos acórdãos dos recursos representativos da controvérsia (REsp nº 1.828.606/RS - TEMA 1.090/STJ), por se tratar de matéria afetada ao rito dos recursos repetitivos, nos termos dos...
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- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (agravo Interno) / Reexame E Devolução Ao Tribunal De Origem; Autos Sobrestados Até Publicação Dos Acórdãos Dos Recursos Representativos Da Controvérsia
- Outcome
- devolução dos autos ao Tribunal de origem e sobrestamento até a publicação dos acórdãos dos recursos representativos da controvérsia
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Agravo Em Recurso Especial, Sobrestamento, Eficácia De EPI, Perfil Profissiográfico Previdenciário (ppp), Prova Pericial
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (agravo Interno) / Reexame E Devolução Ao Tribunal De Origem; Autos Sobrestados Até Publicação Dos Acórdãos Dos Recursos Representativos Da Controvérsia
Legal Issues
- 1 se o PPP sozinho prova a eficácia/ineficácia do EPI para reconhecimento de tempo especial
- 2 se a comprovação pode ser feita por outros meios probatórios além do PPP
- 3 se a prova pericial é obrigatória
Ratio Decidendi
Reconsiderando a decisão agravada, o Relator determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem e seu sobrestamento até a publicação dos acórdãos dos recursos representativos da controvérsia (REsp nº 1.828.606/RS - TEMA 1.090/STJ), por se tratar de matéria afetada ao rito dos recursos repetitivos, nos termos dos arts. 1.036, §5º e 1.040 do CPC/2015, visando à economia processual e à uniformidade de decisões; após a publicação, o tribunal de origem reexaminará o recurso especial para negar seguimento ou novamente examinar o apelo conforme conformidade ou divergência com a orientação firmada neste STJ.
Court Disposition
devolução dos autos ao Tribunal de origem e sobrestamento até a publicação dos acórdãos dos recursos representativos da controvérsia
Orders
- determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que fiquem sobrestados até a publicação dos acórdãos a serem proferidos no recurso representativo da controvérsia
- após a publicação, caso o acórdão recorrido coincida com a orientação do STJ, o apelo especial terá seguimento negado
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, contra decisão proferida pela Presidência desta Corte às fls. 507/509, que não conheceu do agravo em recurso especial por ausência de impugnação específica ao fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, qual seja, "a parte agravante deixou de impugnar especificamente: consonância do acórdão recorrido com jurisprudência do STJ. Inconformada, a parte agravante alega que "a matéria foi afetada nos autos dos recursos especiais representativos da controvérsia, citando o ProAfR no RECURSO ESPECIAL Nº 1.828.606/RS, pela Primeira Seção desta Corte, DJe de 07/05/2021, havendo determinação pela Primeira Seção desta Corte para sobrestar todos os feitos até a definição do tema por Ela" (fl. 513). Devidamente intimada, a parte agravada impugnou, conforme petição de fls. 520/5533. É O SINTÉTICO RELATÓRIO. Melhor compulsando os autos e exercendo o juízo de retratação facultado pelo arts. 1.021, § 2º, do CPC/2015 e 259 do RISTJ, reconsidero a decisão agravada, tornando-a sem efeito. Passo a nova análise do agravo em recurso especial, como se segue. Cuida-se de agravo em recurso especial interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, que - entre outras matérias - contém discussão sobre "se para provar a eficácia ou ineficácia do EPI (Equipamento de Proteção Individual) para a neutralização dos agentes nocivos à saúde e integralidade física do trabalhador, para fins de reconhecimento de tempo especial, basta o que consta no PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) ou se a comprovação pode ser por outros meios probatórios e, nessa última circunstância, se a prova pericial é obrigatório", matéria afetada pela Primeira Seção desta Corte Superior ao rito dos recursos especiais repetitivo, nos termos do art, 1.036, § 5º, do CPC/2015 (REsp nº 1.828.606/RS - TEMA 1.090/STJ), da relatoria do Min. Herman Benjamin. Assim, mostra-se conveniente, em observância ao princípio da economia processual e à própria finalidade do CPC/2015, determinar o retorno dos autos à origem, onde ficarão sobrestados até a publicação dos acórdãos a serem proferidos nos autos do recursos representativos da controvérsia. Isso porque, nos termos do art. 1.040, II, do CPC/2015, após o julgamento do recurso extraordinário submetido ao regime de repercussão geral ou do recurso especial submetido ao regime dos recursos repetitivos, "o órgão que proferiu o acórdão recorrido, na origem, reexaminará o processo de competência originária, a remessa necessária ou o recurso anteriormente julgado, se o acórdão recorrido contrariar a orientação do tribunal superior". Nesse sentido os seguintes julgados: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMULAÇÃO DE CLÁUSULA PENAL E LUCROS CESSANTES. MATÉRIA AFETADA À SISTEMÁTICA DOS RECURSOS REPETITIVOS. DECISÃO IRRECORRÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Verificada a identidade das questões discutidas no recurso especial e nos recursos representativos de controvérsia, deve ser observado o procedimento previsto no art. 256-L do RISTJ, o qual, para os recursos distribuídos, determina a devolução dos autos à Corte de origem, a fim de que ali aguardem, suspensos, o julgamento definitivo da matéria repetitiva. 2. Conforme entendimento sedimentado no STJ, é irrecorrível a decisão que determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem, a fim de aguardar o julgamento de matéria submetida ao rito dos recursos repetitivos. Precedentes. 3. Agravo interno não conhecido. (AgInt no AREsp 411.892/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, DJe 20/10/2017) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE TRIBUTAÇÃO DO PIS E DA COFINS. MATÉRIA AFETADA COMO TEMA REPETITIVO. NECESSÁRIA DEVOLUÇÃO AO TRIBUNAL DE ORIGEM. PRECEDENTES. 1. O tema afetado no Superior Tribunal de Justiça faz referência ao conceito de insumo para definir o direito ou não ao creditamento do PIS e da COFINS, nos termos das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. 2. Muito embora a contribuinte busque estender uma hipótese de creditamento prevista em tratados internacionais para não cumulatividade às contribuições do PIS e da COFINS na importação, observa-se claramente que a controvérsia perpassa pelo conceito de insumo, pois a Corte local escorou-se na omissão das leis acerca de tal conceito para negar o direito postulado. 3. Encontrando-se a matéria afetada ao rito dos recursos repetitivos, por medida de economia processual e para evitar decisões dissonantes, os recursos que tratam da mesma controvérsia no STJ devem aguardar, no Tribunal de origem, a solução no recurso especial afetado, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelos arts. 1.039 e 1.040 do CPC/2015. Em situações semelhantes, os precedentes: AgInt no AgInt no REsp 1.603.061/SC, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 28/6/2017; AgInt no AgInt no REsp 1.366.363/ES, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23/8/2017; EDcl no AgInt no AgRg no REsp 1.399.836/SC, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 3/8/2017. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AgRg nos EDcl no REsp 1345683/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe 11/10/2017). DO EXPOSTO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no recurso representativo da controvérsia, o apelo especial: I) tenha seguimento negado na hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça; II) seja novamente examinado pelo Tribunal de origem, caso o aresto hostilizado divirja do entendimento firmado nesta Corte (artigo 1.040, I e II, do CPC/2015). Observa-se, ainda, que, de acordo com o artigo 1.041, § 2º, do referido diploma legal, "quando ocorrer a hipótese do inciso II do caput do art. 1.040 e o recurso versar sobre outras questões, caberá ao presidente ou ao vicepresidente do Tribunal recorrido, depois do reexame pelo órgão de origem e independentemente de ratificação do recurso, sendo positivo o juízo de admissibilidade, determinar a remessa do recurso ao tribunal superior para julgamento das demais questões", cuja diretriz metodológica, por certo, deve alcançar também aqueles feitos que já tenham ascendido a este STJ. Publique-se.