AREsp 2435130 - DECISAO
Reconheceu-se a afetação do tema (Tema 1.237) à sistemática dos recursos repetitivos e exerceu-se o juízo de retratação, reconsiderando a decisão anterior e determinando a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmatico, seja aplicado o art. 1.040 do CPC/2015: negar...
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- Parties
- Agravante: CONFECÇÕES ROSA CHOQUE LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação / Devolução Dos Autos À Corte De Origem
- Outcome
- Decisão reconsiderada; autos devolvidos à Corte de origem para aguardarem a publicação do acórdão no regime dos recursos repetitivos e aplicação do art. 1.040 do CPC/2015.
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Juízo De Retratação, Incidência De Pis/pasep E COFINS Sobre Juros Calculados Pela Taxa SELIC, Repetição De Indébito, Suspensão De Processos
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Parties
CONFECÇÕES ROSA CHOQUE LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação / Devolução Dos Autos À Corte De Origem
Legal Issues
- 1 se o agravo interno impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial
- 2 afetação do tema à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.237) e suas consequências processuais
- 3 aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para o juízo de retratação
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a afetação do tema (Tema 1.237) à sistemática dos recursos repetitivos e exerceu-se o juízo de retratação, reconsiderando a decisão anterior e determinando a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmatico, seja aplicado o art. 1.040 do CPC/2015: negar seguimento se coincidir com a orientação do STJ ou proceder ao juízo de retratação se divergir.
Court Disposition
Decisão reconsiderada; autos devolvidos à Corte de origem para aguardarem a publicação do acórdão no regime dos recursos repetitivos e aplicação do art. 1.040 do CPC/2015.
Orders
- Reconhecer a reconsideração da decisão de e-STJ fls. 730/732
- Determinar a devolução dos autos à Corte de origem, com baixa
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno manejado por CONFECÇÕES ROSA CHOQUE LTDA. para desafiar decisão proferida às e-STJ fls. 730/732, que não conheceu do agravo em recurso especial, pois o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, abstendo-se de atacar a consonância do acórdão recorrido com jurisprudência do STJ. Sustenta a parte agravante, às e-STJ fls. 739/749, em suma, que, ao contrário do consignado, impugnou corretamente todos os pontos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, inclusive em tópico específico no qual teria apontado decisão desta Corte no sentido da tese recursal defendida. Requer, assim, a reconsideração da decisão ora recorrida para que seja provido o recurso. Sem impugnação. Passo a decidir. Exerço o juízo de retratação. A Primeira Seção do STJ, em julgamento virtual encerrado em 27/02/2024, decidiu afetar à sistemática dos recursos repetitivos os REsps 2.065.817/RJ, 2.075.276/RS, 2.068.697/RS, 2.116.065/SC e 2.109.512/PR, Tema 1.237, com a seguinte tese controvertida: "a possibilidade de incidência das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre os valores de juros, calculados pela taxa SELIC, recebidos em face de repetição de indébito tributário, na devolução de depósitos judiciais ou nos pagamentos efetuados por clientes em atraso", havendo a determinação de suspensão da tramitação de todos os processos em primeira e segunda instâncias envolvendo a matéria, inclusive no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: EDcl no REsp 1.456.224/MS, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 05/02/2016; AgRg no AgRg no AREsp 552.103/RS, rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/11/2014; AgRg no AREsp 153.829/PI, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: REsp 1.588.019/GO, rel. Ministro Regina Helena Costa, DJe 17/03/2016; REsp 1.502.464/RS, AREsp 848.627/PB, REsp 1.574.944/PB; e AREsp 779.676/PB, todos da relatoria do em. Ministro BENEDITO GONÇALVES, DJe 02/12/2015, 08/03/2016, 04/03/2016 e 03/02/2016, respectivamente. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 730/732 e DETERMINO a devolução dos autos à Corte de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no regime dos recursos repetitivos, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA