AREsp 2649159 - DECISAO
Reconsideraram‑se decisões anteriores, declarou‑se prejudicado o agravo interno e determinou‑se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que aguardem o julgamento do recurso representativo (Tema 1.305) e, após publicação do acórdão, procedam conforme art. 1.040 do CPC/2015, negando seguimento se a decisão...
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- Parties
- Agravante: ASSOCIAÇÃO SAN JULIAN, AMIGOS E COLABORADORES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decisão
- Outcome
- Foram reconsideradas decisões anteriores, tornadas sem efeito; os agravos internos foram julgados prejudicados; e os autos foram devolvidos ao Tribunal de origem para aguardar o julgamento do recurso representativo e observância do art. 1.040 do CPC/2015.
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Litisconsórcio Passivo Necessário, Tabela De Procedimentos Do SUS, Equiparação De Valores ANS (tunep/ivr), Art. 1.040 Do Cpc/2015, Art. 115, Parágrafo Único, Do Cpc/2015
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Parties
ASSOCIAÇÃO SAN JULIAN, AMIGOS E COLABORADORES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a União deve figurar no polo passivo de demanda que pretende revisão da Tabela de Procedimentos Ambulatoriais e Hospitalares do SUS
- 2 Existência de litisconsórcio passivo necessário entre os entes federativos para integrarem a lide
- 3 Se é possível equiparar os valores da Tabela de Procedimentos Ambulatoriais e Hospitalares do SUS aos estabelecidos pela ANS (TUNEP/IVR) com objetivo de preservar o equilíbrio econômico‑financeiro de contrato ou convênio com hospitais privados
Ratio Decidendi
Reconsideraram‑se decisões anteriores, declarou‑se prejudicado o agravo interno e determinou‑se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que aguardem o julgamento do recurso representativo (Tema 1.305) e, após publicação do acórdão, procedam conforme art. 1.040 do CPC/2015, negando seguimento se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STJ ou promovendo juízo de retratação se divergir, a fim de evitar desmembramento do especial e garantir a conformação recursal.
Court Disposition
Foram reconsideradas decisões anteriores, tornadas sem efeito; os agravos internos foram julgados prejudicados; e os autos foram devolvidos ao Tribunal de origem para aguardar o julgamento do recurso representativo e observância do art. 1.040 do CPC/2015.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto por ASSOCIAÇÃO SAN JULIAN, AMIGOS E COLABORADORES, contra decisão da minha lavra (e-STJ fls. 1.184/1.189) em que, depois de reconsiderar a decisão da Presidência do STJ, conheci do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dar-lhe provimento, a fim de reconhecer a existência de litisconsórcio passivo necessário, com a consequente anulação dos atos decisórios até agora proferidos, além do retorno dos autos à instância de origem, onde se deve determinar, à parte autora, a providência disposta no art. 115, parágrafo único, do CPC/2015. Passo a decidir. A Primeira Seção, na sessão virtual de 11 a 17 de dezembro de 2024, afetou os Recursos Especiais n. 2.176.897/DF, 2.176.896/DF, 2.184.221/DF e 2.182.157/DF, de relatoria da eminente Ministra Regina Helena Costa, à sistemática dos recursos repetitivos, para definir as seguintes teses controvertidas (Tema 1.305): a) se a União deve figurar no polo passivo de demanda em que se pretende a revisão da Tabela de Procedimentos Ambulatoriais e Hospitalares do Sistema Único de Saúde - SUS; b) a (in)existência de litisconsórcio passivo necessário entre os entes federativos para integrarem a lide; e c) se é possível equiparar os valores da Tabela de Procedimentos Ambulatoriais e Hospitalares do Sistema Único de Saúde - SUS aos estabelecidos pela Agência da Nacional de Saúde - ANS (TUNEP/IVR), com o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro de contrato ou convênio firmado com hospitais privados, para prestação de serviços de saúde em caráter complementar. Dessa forma, encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar, no Tribunal de origem, o julgamento do paradigma representativo, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art.1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.079.384/PR, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 12/12/2022, DJe de 14/12/2022; EDcl no AgInt no REsp n. 2.000.033/DF, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 7/12/2022, DJe de 12/12/2022; e EDcl no AgInt no REsp n. 2.003.948/SP, Relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 5/12/2022, DJe de 7/12/2022. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal de origem. Registre-se que essa medida visa evitar, também, o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou da unicidade recursal. Ante o exposto: a) RECONSIDERO as decisões anteriormente proferidas por esta Casa de Justiça, às e-STJ fls. 1.084/1.085 e 1.184/1.189, tornando-as sem efeito; b) por consequência, JULGO PREJUDICADOS os agravos internos; c) DETERMINO a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no recurso representativo da controvérsia e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso, se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior; ou b) proceda ao juízo de retratação, na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA